Jovens brasileiros participam de vigília pré-COP que começa hoje em Copenhague

Notícia - 30 - nov - 2009
Às vésperas da reunião sobre mudanças do clima, Greenpeace reúne jovens de 16 diferentes países para sensibilizar os governantes a tomarem medidas contundentes contra o aquecimento global

Rafael Ventura e Maíra Fainguelernt, os dois jovens brasileiros em Copenhague

Nascidos em países completamente distintos, como Rússia e Brasil, ou culturalmente semelhantes, como Áustria e Alemanha, os 34 jovens que de hoje (30/11) até 6 de dezembro ocuparão a principal praça da capital dinamarquesa têm pelo menos duas coisas em comum: são voluntários do Greenpeace e se preocupam não só com o próprio futuro, mas com o futuro da humanidade.

Para sensibilizar os governantes a tomarem medidas contundentes de combate às mudanças climáticas na reunião da ONU, que tem início no dia 7 de dezembro, o grupo fará uma série de atividades de mobilização popular e uma via sacra pelas embaixadas dos países representados por eles.

A visita de Rafael Ventura e Maíra Fainguelernt, os dois jovens brasileiros em Copenhague, à embaixada está marcada para a sexta-feira (6/11). "Queremos pedir que os embaixadores influenciem seus países para que tenham  na mesa de negociação uma postura de responsabilidade com o nosso futuro", diz Maíra. "No caso do Brasil, o que queremos é que o país assuma compromisso com o desmatamento zero até 2015; pelo menos 25% de energias renováveis, como solar e eólica na matriz energética e 30% de áreas marinhas protegidas", completa, Rafael.

Para a negociação de modo geral, o Greenpeace espera cortes significativos nas emissões dos países ricos; um fundo para salvar nossas florestas e fundos para ajudar países em desenvolvimento. A última atividade do grupo será recepcionar os embaixadores em uma visita guiada pelo navio Rainbow Warrior.

Quem é Rafael Ventura - Com 20 anos, Rafael já pode ser considerado um veterano entre os voluntários do Greenpeace. Tem sete anos de ativismo. Ele chegou à organização por meio do programa Cidade Amiga da Amazônia.

Curioso, depois de ver em um carro um adesivo do Greenpeace foi navegar na internet para saber do que se tratava. A pesquisa pelas páginas da organização o levou ao projeto que consistia em levar prefeituras a assumir o compromisso de não comprar madeiras de desmatamento.

Rafael aproveitou um evento em que o prefeito de sua cidade, Ribeirão Pires, recebeu alguns moradores para uma conversa e levou o material do Cidade Amiga da Amazônia. A essas alturas, ele já frequentava as páginas dos jornais locais defendendo a proposta.

Em novembro de 2005, ainda sem pertencer ao grupo de voluntários, Rafael comemorava com o Greenpeace a adesão de Ribeirão Pires ao programa. "Na época, o Greenpeace nem tinha um grupo de voluntários. Quando abriu, o coordenador lembrou de mim e me convidou para participar", lembra.  Rafael contagiou a família e levou a tia para participar também. Hoje ela é coordenadora do grupo de São Paulo.

Quem é Maíra Fainguelernt - Foi uma espécie de solidão que levou a carioca Maíra ao Greenpeace. "Eu queria fazer alguma coisa para ajudar a construir um mundo melhor, mas achava muito difícil fazer isso sozinha. No Greenpeace, eu encontrei outras pessoas com o mesmo interesse e juntos temos força para fazer mais", diz.

Filha de um artista plástico e uma psicóloga, Maira conta que mudar o mundo é um assunto recorrente na família. "Meus país eram hippies, também acreditavam que podiam mudar o mundo", diz.

Maíra tem 24 anos é geógrafa e mestranda em ciência ambiental.

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