Ativistas do acampamento da juventude visitam embaixadores em Copenhague para pedir que eles influenciem os chefes de estado a tomarem medidas efetivas contra aquecimento global. Embaixada brasileira fez parte do roteiro.
Os 44 jovens que participam da vigília da juventude, organizada
pelo Greenpeace em Copenhague, visitaram hoje o embaixador do
Brasil na Dinamarca, Georges Lamazière. No início da semana, os
jovens foram as embaixadas americanas e francesas. A proposta da
vigília é fazer uma grande mobilização popular no centro da
Dinamarca e convocar os embaixadores dos 16 países representados
pelos jovens a trabalhar pelo clima.
Veja o vídeo dos Brasileiros:
Dois brasileiros, Rafael Ventura, 20 anos, e Maira Borges
Fainguelernt, 24 anos, estão participando da vigília. Para Maíra,
manter viva a floresta amazônica e proteger sua biodiversidade é
fundamental para combater a crise climática. "O governo brasileiro
tem agido na direção certa, definindo metas de desmatamento, mas
não é suficiente. O Brasil precisa chegar ao desmatamento zero até
2015. Eu quero ver o presidente Lula se comprometer aqui, durante a
reunião do clima, com um acordo justo que leve a uma drástica
redução das emissões. Só assim ele vai garantir o futuro da minha
geração", disse a jovem carioca.
Amanhã a visita será à embaixada da Alemanha. No domingo (6/12),
os jovens da vigília receberão os embaixadores no navio do
Greenpeace Arctic Sunrise, que está em Copenhague para uma série de
atividades que serão realizadas durante a Conferência do Clima.
Abigail Jabines, filipenha que está coordenando o acampamento,
disse os jovens estão determinados a serem ouvidos. "Vamos
continuar batendo nossos tambores e abrindo nossos banners até os
líderes do mundo perceberem que suas decisões não afetam apenas o
clima, mas também a juventude de hoje e as futuras gerações".
Um bom acordo em Copenhague deve contemplar os seguintes
pontos:
Compromisso dos países desenvolvidos de cortar suas emissões em
40% em relação aos níveis de 1900.
Investimentos anuais de US$ 140 bilhões para os países em
desenvolvimento aplicarem em medidas de adaptações e medidas de
redução de emissões, como energias renováveis e o fim do
desmatamento.
Desmatamento zero no brasil até 2015.