O ativista sul-africano Kumi Naidoo assumirá no dia 15 de novembro, a Diretoria Executiva do Greenpeace Internacional.
O ativista sul africano Kumi Naidoo substituirá, no dia 15 de
novembro, Gerd Leopold na Diretoria Executiva Internacional do
Greenpeace. Naidoo, que temperou seu ativismo lutando contra o
apartheid em seu país, foi um dos fundadores da Ação Global contra
a Pobreza, uma aliança que reúne ativistas contra a pobreza em mais
de 100 países e faz pressão sobre governos em questões como
comércio internacional, dívida externa, mudanças climáticas e
igualdade entre sexos.
Naidoo atualmente dirige a Campanha Global de Clima, um
organismo do qual o próprio Greenpeace faz parte e cujo objetivo é
lutar por um acordo mais avançado na reunião das Nações Unidas
sobre Clima que acontecerá em dezembro, em Copenhagen, na
Dinamarca. Ao longo da vida, Naidoo desenvolveu expertise
substancial em campanhas, levantamento de fundos, elaboração de
políticas publicas e lideranca de orgainizações de alcance global,
o que faz dele um candidato perfeito para o posto de Diretor
Executivo Internacional do Greenpeace.
"Eu sou um admirador do trabalho do Greenpeace há muito tempo,
desde que eu era um ativista contra o apartheid em meu país. Agora,
trabalhando como membro do Conselho do Greenpeace para África, essa
admiração só fez crescer. A maneira como a organização trabalha em
todos os níveis, da confrontação à cooperação com governos e
corporações, é uma inspiração", diz Nadoo. "A mistura de
pragmatismo com paixão faz as coisas acontecerem e contribui para
mudar o mundo. Eu acredito que o Greenpeace é um ativo dos mais
importantes para a comunidade mundial e ela tem um papel
preponderante nas ações para reverter a trajetória atual, e fatal,
do planeta".
Marcelo Furtado, diretor-geral do Greenpeace no Brasil, aplaude
a escolha de Naidoo. "Ao entregar a liderança de uma organização
global para um ativista social, politico e ambiental africano fica
claro nosso compromisso com um planeta sustentavel, justo e
plural", diz ele. "Kumi e eu já atuamos juntos durante a Rio +10 e
estou muito feliz em recebe-lo no Greepeace no momento que temos a
urgência e o desafio de garantir ações concretas no combate as
mudanças climáticas".
Gerd Leopold, que permanece como diretor executivo por mais 5
meses, diz que a escolha de Naidoo se encaixa perfeitamente no
atual contexto de luta contra o aquecimento global. "Eles tem todas
as qualidades para manter o Greenpeace na liderança da luta contra
as mudancas climáticas", afirma. Naidoo nasceu em 1965 e se meteu
na luta contra o apartheid com 15 anos de idade. Por causa do seu
ativismo, foi expulso da escola. Em 1986, ele foi preso acusado de
crimes contra o estado e, liberado, foi para a clandestinidade. No
ano seguinte, fugiu para a Inglaterra, onde ficou exilado até
1989.
Ajudou a criar e implementar a estrutura eleitoral da África do
Sul pós-apartheid durante os primeiros anos da década de 90.
Depois, entrou para o mundo das organizações não-governamentais e
virou presidente da Coalizão de Ongs da África do Sul (SANGOCO).
Naidoo também tem experiência no fortalecimento de instituições da
sociedade civil em todo o mundo. Até o ano passado, ele era o
secretário-geral da CIVICUS, entidade que reúne mil instituições ao
redor do mundo que lutam pelos direitos civis e o fortalecimento da
representação política.
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