Líderes mundiais têm mais uma chance para proteger o clima

Notícia - 1 - nov - 2009
Os EUA precisam assumir metas de redução de emissão e o Brasil deve garantir o desmatamento zero

Ativistas escalaram a Igraja da Sagrada Família de Gaudí.

Hoje, milhares de turistas que visitavam a Igreja da SagradaFamília idealizada por Antoni  Guadíconseguiram uma imagem bem específica do monumento. Vinte e um ativistas do Greenpeaceescalaram os guindastes que fazem a manutenção da igreja com uma mensagem para que os lideres mundiais salvem o clima.

Barcelona sedia esta semana a fase final das negociações , a última reunião antes da 15 Conferência do Clima da ONU, queacontece em dezembro em Copenhague, na Dinamarca.   Estareunião é crucial para que os países assumam metas de redução de emissão edecidam quem vai colocar dinheiro na mesa para mitigar os impactos das mudançasclimáticas e proteger as florestas.

 "Um bom acordopara o clima ainda é possível, mas falta vontade política. Os EstadosUnidos ficaram muito aquém das metas do resto do mundo e muito ainda precisaser feito para que um acordo justo e ambicioso se concretize", disse DamonMoglen do Greenpeace nos Estados Unidos. Os EUA se comprometeram com uma ínfima metade redução de 3 - 4% em relação às emissões de 1990. Para que a temperatura doplaneta não ultrapasse os 2 graus Celsius, é necessário que os paísesdesenvolvidos diminuam 40% de suas emissões.

Uma análise recente feita pelo Greenpeace do projeto de leiamericano sobre o clima mostra que o acordo dos EUA foi comprometido  por artifíciosda indústria de combustíveis fósseis, minando a promessa do President Obama de lideraro mundo no sentido de encontrar uma solução para a crise climática.   

Durante a reunião em Barcelona, os países em desenvolvimento-  Brasil, China, Indonésia, Índia,México, África do Sul e Coréia do Sul -  pretendem anunciar  suas metas de corte de emissões.

"É claro que agora os países em desenvolvimento estão fazendoum esforço muito maior para resolver este problema, enquanto os paísesindustrializados parecem  gastar mais tempo em desvalorizar aspossibilidades de um bom acordo ao invés de tentar obter um" disse  João Talocchi, do Greenpeace no Brasil.

No Brasil -  Ao mesmotempo em  que o governo brasileiro planeja divulgar suas metas de corte de emissões ereduzir em 80% o desmatamento da Amazônia, a bancada ruralista se prepara para umarevanche. Na última quarta-feira, a votação do PL 6.424/05, mais conhecido comoFloresta Zero, esteve prestes a acontecer, mas foi adiada para a próxima quarta-feira, após um protesto do Greenpeace. O projeto permite que proprietários que destruíram suas Reservas Legais fiquem desobrigados derecuperar o dano ambiental e autoriza a recuperação da cobertura florestal com monoculturasem 30% da área ilegalmente desmatada.  "O Brasil precisalevar para a reunião de clima o desmatamento zero e vai ser impossível conseguiratingir essa meta aprovando projetos como esse", disse Paulo Adário, do Greenpeace.

Acompanhe no blog outras informações sobre a reunião em Barcelona.

Tópicos