Lei de Biossegurança pode ser considerada inconstitucional

Notícia - 21 - jun - 2005
Procurador aceitou as representações do IDEC e do Partido Verde e enviou uma Ação Direta de Inconstitucionalidade ao Supremo Tribunal Federal; ação será julgada e lei aprovada pode vir a ser revisada

O Procurador Geral da República, Dr. Cláudio Lemos Fonteles, ajuizou nesta semana (20/06) junto ao Supremo Tribunal Federal, a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIN) referente à Lei de Biossegurança (nº 11.105) sancionada pelo Presidente Lula em março deste ano.

Em sua ação, o procurador questiona a competência da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) de deliberar se os transgênicos são causadores de impacto ambiental e decidir, em última e definitiva instância, sobre necessidade de licença ambiental. Com a sanção da Lei de Biosseurança, a CTNBio teve ampliados os seus poderes de decidir sobre a liberação de variedades transgênicas no País.

Segundo o procurador Cláudio Fonteles, a lei viola os princípios da precaução, da democracia e da independência e harmonia entre os poderes. Além disso, também promove a quebra do Sistema Nacional do Meio Ambiente e a fragmentação do processo de licenciamento ambiental.

A ação proposta pelo procurador é uma resposta às representações do Partido Verde (PV) e do IDEC (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor), que há cerca de um mês enviaram representação à Procuradoria Geral da República.

A ADIN será agora analisada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Celso de Mello. Caso fique comprovado que o texto aprovado em março está em desacordo com a Constituição Federal, a Lei de Biossegurança terá que ser revisada.

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