Notícia - 9 - out - 2008
Criaçao de APAs é a principal ferramenta para a conservação dos oceanos. Hoje, apenas 0,8% dos mares do Brasil estão protegidos.
Pesca artesanal em Cananéia: com a criação de áreas de proteção ambiental no litoral sul de São Paulo, o governo estadual deu um passo decisivo para a regulamentação das ocupações, atividades econômicas e turísticas e as ocupações na região.
Com a criação, nesta sexta-feira (10/10) de três áreas de
proteção ambiental marinha no litoral de São Paulo, foi dado um
passo decisivo para a regulamentação de atividades econômicas,
turísticas e das ocupações no trecho que vai de Ubatuba a
Cananéia.
A criação de áreas de proteção ambiental (APAs) marinha é a
principal ferramenta para a conservação dos oceanos. Apenas 0,4%
dos mares nacionais estão protegidos por esse tipo de unidade de
conservação - somando-se as áreas estaduais, o índice sobe para
0,8%. O decreto do governo do Estado de São Paulo abrangem uma
extensão de 1,124 milhão de hectares, o equivalente a 7,5 vezes a
cidade de São Paulo.
"Esse decreto é um passo importante para a conservação dos
nossos mares. No papel, ele é muito bom. Agora queremos vê-lo
implantado. Queremos também a implementação dos planos de manejo
garantindo a inclusão de áreas de proteção integral", diz Leandra
Gonçalves, coordenadora da campanha de oceanos do Greenpeace.
Na cerimônia realizada para a anunciar a criação das áreas de
proteção, o secretário do Meio Ambiente do estado de São Paulo,
Xico Graziano, entregou embarcações para a polícia ambiental e se
comprometeu em coibir a pesca predatória.
O relatório do Greenpeace À Deriva mostra que 80% dos recursos
pesqueiros utilizados comercialmente estão ameaçados e que as áreas
marinhas protegidas são a principal ferramenta para a recuperação
dos estoques pesqueiros.
"Se queremos continuar pescando nos próximos anos, precisamos
criar áreas marinhas protegidas agora", afirma Leandra.