A exemplo do navio-fábrica Nishin Maru, o baleeiro Yushin Maru também deixou a zona de caça, seguindo para o norte. O Esperanza, do Greenpeace, continua na cola deles, desde 13 de janeiro. De lá pra cá, nenhuma baleia foi morta.
O navio do Greenpeace, Esperanza, entre o baleeiro Yushin Maru e o navio-fábrica Nisshin Maru, ambos da frota japonesa. Desde que a perseguição aos baleeiros japoneses começou, no dia 13 de janeiro, nenhuma baleia foi morta na Antártica.
Mais um baleeiro da frota japonesa deixou a zona de caça na
Antártica. Depois do navio-fábrica Nishin Maru, que vem sendo
seguido de perto pelo Esperanza, do Greenpeace, agora é o baleeiro
Yushin Maru que deixa a região, seguindo para o norte. Desde o
último dia 13 de janeiro, nenhuma baleia foi morta na região pelos
baleeiros japoneses.
"Estamos felizes em ver mais um navio da frota baleeira deixar a
área de caça, e vamos fazer tudo o que podemos para assegurar que
eles não voltem a caçar", afirmou Sakyo Noda, da campanha de
baleias do Greenpeace Japão.
O Esperanza está perseguindo o Nishin Maru desde o dia 13 de
janeiro, quando a frota baleeira foi encontrada pelo Greenpeace.
Sem o navio-fábrica, a frota baleeira fica impedida de caçar porque
as baleias precisam ser imediatamente transferidas depois de
arpoadas, para serem retalhadas e sua carne, empacotada e
congelada.
"Vimos um bom número de baleias próximas aos baleeiros japoneses
e nenhuma delas foi arpoada, porque o Nishin Maru está fora de
ação", afirmou Leandra Gonçalves, coordenadora da campanha de
baleias do Greenpeace Brasil.
Leandra está a bordo do Esperanza, na Antártica, e disponível
para dar entrevistas por telefone. Favor agendar com a assessoria
de imprensa do Greenpeace Brasil.
Veja os vídeos da nossa expedição na Antártica no Canal das
Baleias.
Detalhes
de bastidores da expedição estão no Blog da Leandra, diretamente da
Antártica.
Confira abaixo o nosso último vídeo: ficamos frente-a-frente aos
baleeiros japoneses com um ideograma japonês que significa 'farsa'
ao lado da palavra 'pesquisa' do Nishin Maru:
Pesquisa científica japonesa é uma farsa
O programa de caça científica do Japão vem sendo questionado
internacionalmente e, cada vez mais, internamente também. Um dos
maiores jornais do país, o Asahi Shimbun, questionou a validade do
programa japonês, perguntando: "Por que o governo japonês insiste
tanto na atividade baleeira?" O artigo demonstra preocupação com o
uso de dinheiro de impostos numa ciência duvidosa e a falta de
interesse da indústria pesqueira japonesa em apoiar o programa
baleeiro japonês, além do fato de ex-funcionários da Agência
Pesqueira do governo do Japão terem sido alçados a cargos chaves no
supostamente independente Instituto de Pesquisa Cetácea - a agência
que financia a frota baleeira japonesa na Antártica.
O programa de pesquisa baleeira japonês foi considerado inútil
pela Comissão Internacional Baleeira (CIB), da qual o Japão é
membro, e em 2007 a organização aprovou uma resolução pedindo o fim
da caça de baleias no Santuário de Baleias da Antártica.
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baleias
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