Menos um ‘maru’ para caçar baleias no Santuário da Antártica

Notícia - 17 - jan - 2008
A exemplo do navio-fábrica Nishin Maru, o baleeiro Yushin Maru também deixou a zona de caça, seguindo para o norte. O Esperanza, do Greenpeace, continua na cola deles, desde 13 de janeiro. De lá pra cá, nenhuma baleia foi morta.

O navio do Greenpeace, Esperanza, entre o baleeiro Yushin Maru e o navio-fábrica Nisshin Maru, ambos da frota japonesa. Desde que a perseguição aos baleeiros japoneses começou, no dia 13 de janeiro, nenhuma baleia foi morta na Antártica.

Mais um baleeiro da frota japonesa deixou a zona de caça na Antártica. Depois do navio-fábrica Nishin Maru, que vem sendo seguido de perto pelo Esperanza, do Greenpeace, agora é o baleeiro Yushin Maru que deixa a região, seguindo para o norte. Desde o último dia 13 de janeiro, nenhuma baleia foi morta na região pelos baleeiros japoneses.

"Estamos felizes em ver mais um navio da frota baleeira deixar a área de caça, e vamos fazer tudo o que podemos para assegurar que eles não voltem a caçar", afirmou Sakyo Noda, da campanha de baleias do Greenpeace Japão.

O Esperanza está perseguindo o Nishin Maru desde o dia 13 de janeiro, quando a frota baleeira foi encontrada pelo Greenpeace. Sem o navio-fábrica, a frota baleeira fica impedida de caçar porque as baleias precisam ser imediatamente transferidas depois de arpoadas, para serem retalhadas e sua carne, empacotada e congelada.

"Vimos um bom número de baleias próximas aos baleeiros japoneses e nenhuma delas foi arpoada, porque o Nishin Maru está fora de ação", afirmou Leandra Gonçalves, coordenadora da campanha de baleias do Greenpeace Brasil.

Leandra está a bordo do Esperanza, na Antártica, e disponível para dar entrevistas por telefone. Favor agendar com a assessoria de imprensa do Greenpeace Brasil.

Veja os vídeos da nossa expedição na Antártica no Canal das Baleias.

Detalhes de bastidores da expedição estão no Blog da Leandra, diretamente da Antártica.

Confira abaixo o nosso último vídeo: ficamos frente-a-frente aos baleeiros japoneses com um ideograma japonês que significa 'farsa' ao lado da palavra 'pesquisa' do Nishin Maru:

Pesquisa científica japonesa é uma farsa

O programa de caça científica do Japão vem sendo questionado internacionalmente e, cada vez mais, internamente também. Um dos maiores jornais do país, o Asahi Shimbun, questionou a validade do programa japonês, perguntando: "Por que o governo japonês insiste tanto na atividade baleeira?" O artigo demonstra preocupação com o uso de dinheiro de impostos numa ciência duvidosa e a falta de interesse da indústria pesqueira japonesa em apoiar o programa baleeiro japonês, além do fato de ex-funcionários da Agência Pesqueira do governo do Japão terem sido alçados a cargos chaves no supostamente independente Instituto de Pesquisa Cetácea - a agência que financia a frota baleeira japonesa na Antártica.

O programa de pesquisa baleeira japonês foi considerado inútil pela Comissão Internacional Baleeira (CIB), da qual o Japão é membro, e em 2007 a organização aprovou uma resolução pedindo o fim da caça de baleias no Santuário de Baleias da Antártica.

Leia também:

Brasil adere a protesto internacional contra a caça de baleias

Sob pressão, Japão desiste de caçar jubartes na Antártica

Tópicos