Diretor-executivo do Greenpeace Brasil, Marcelo Furtado, e o governador Aécio Neves, assinam termo de adesão de Minas Gerais ao programa Estado Amigo da Amazônia
O estado de Minas Gerais deu, nesta quarta-feira, um passo
importante no combate ao desmatamento e à histórica falta de
governança na Amazônia. O governador Aécio Neves (PSDB-MG) assinou
decreto que cria procedimentos para a compra responsável de madeira pela máquina
pública de seu Estado, aderindo ao programa Estado Amigo da
Amazônia, do Greenpeace.
Conheça aqui detalhes do Termo de Adesão assinado
pelo governador mineiro.
"O Brasil deve assumir metas, seja em relação ao desmatamento ou
emissão de carbono. Compromisso se faz com metas, indicadores e
controle da sociedade, que tem que cobrar do governo. E essas metas
têm que ser verificáveis e demonstráveis", afirmou o governador
Aécio Neves.
"Existem alguns temas hoje no mundo que são as grandes
preocupações do futuro e o meio ambiente é tema central. Dele
dependem todos os outros", afirmou.
O programa prevê a criação de leis locais que eliminem madeira
ilegal e de desmatamento de todas as compras públicas, além do
estabelecimento de ações efetivas de controle e fiscalização do
fluxo e da comercialização de madeira nativa da Amazônia e Mata
Atlântica no território mineiro. Com isso, o programa não apenas
promove um controle maior da madeira que entra no seu estado, como
também garante ao consumidor final a origem legal desse produto,
criando condições de mercado para a madeira produzida de forma
responsável e sustentável, como a certificada pelo FSC (Conselho de Manejo Florestal).
Ao aderir ao nosso programa, o estado de Minas soma esforços com
São Paulo e Bahia na luta para combater o desmatamento
na Amazônia e encorajar o setor madeireiro a cumprir com as boas
práticas de manejo florestal.
"O fim do desmatamento é uma prioridade para o
Brasil e Minas Gerais pode e deve dar sua colaboração para atingir
esta meta, garantindo um desenvolvimento sustentável para o país",
disse Marcelo Furtado, diretor-executivo do Greenpeace no
Brasil.
A exploração ilegal de madeira abre caminhos para que outros
atores que atuam na clandestinidade, como fazendeiros e grileiros,
tenham acesso a áreas intactas de florestas. Estima-se que até 80%
da extração madeireira na Amazônia seja ilegal. Cerca de 60% do
total produzido ao ano são consumidos pelo mercado brasileiro.
"Estados, municípios e os próprios órgãos do governo federal
consomem grandes quantidades de madeira na construção de obras
públicas. A decisão de agir - ou não - por parte de governos define
se o poder público será co-responsável pela destruição da floresta
ou se será parte desta rede de amigos da Amazônia", disse Adriana
Imparato, coordenadora do programa do Greenpeace.
O evento desta quarta-feira contou com a participação do
Secretário Estadual de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável,
José Carlos de Carvalho, além de diversas organizações
ambientalistas locais, historicamente comprometidas com a defesa da
Mata Atlântica.
Além dos estados, o Greenpeace também desenvolve o programa
Cidade Amiga da Amazônia, voltado aos municípios brasileiros.
Atualmente, o programa conta com a participação de 37 cidades,
localizadas nos principais mercados consumidores de madeira do
país, entre elas capitais como: São Paulo, Porto Alegre, Salvador,
Recife, Fortaleza e Manaus.
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