Ministro do Meio Ambiente visita o navio do Greenpeace.
Promessa é dívida, e o Ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc,
devesaber disso. Em visita nesta quinta-feira (29/1) ao navio
ArcticSunrise, do Greenpeace, na Estação das Docas, Minc prometeu
solucionara questão da reserva extrativista Verde Para Sempre, em
Porto de Moz(PA), que foi criada pelo governo federal em 2004 mas
ainda não foiimplementada. Ao ser questionado sobre o assunto, o
ministro prometeuagilizar a realização de um plano de manejo e
determinar queatividades ilegais na reserva promovida pelos
invasores sejamcoibidas. O plano de manejo é fundamental para dar
as diretrizes paraas atividades que podem ser realizadas dentro da
reserva, que é umaUnidade de Conservação.
No último dia 18 de janeiro, o Greenpeace denunciou o ingresso demadeireiros e
criadores de gado na reserva, inflando um boi de quatrometros
dentro da reserva. Veja aqui o vídeo.
Veja as fotos da visita do Ministro:
O ministro Carlos Minc, que ficou pouco mais de 1 hora e meia
nonavio Arctic Sunrise conhecendo um pouco da expedição Salvar o
Planeta.É Agora ou Agora que o Greenpeace está promovendo
pelo país, estavaacompanhado do presidente do Instituto Chico
Mendes de Conservação daBiodiversidade (ICMBio) e se encontrou no
barco com Paulo Adario,diretor da campanha de Amazônia do
Greenpeace Brasil; Sérgio Leitão,diretor de campanhas, e Rebeca
Lerer e Tica Minami, coordenadoras daexpedição Salvar o Planeta. É
Agora ou Agora.
Minc também reafirmou, durante o encontro, seu apoio às energiasrenováveis, dando seu apoio ao
projeto de lei que cria o marcoregulatório no país e à realização
de novos leilões para oferta deenergia eólica no mercado
brasileiro.
"A presença do ministro Carlos Minc aqui em nosso navio foi
importanteporque pudemos discutir com ele questões fundamentais da
situação daAmazônia, em particular a situação preocupante da
reserva Verde ParaSempre, em Porto de Moz (PA). O que acontece lá é
um exemplo daausência de governança na região", afirmou Paulo
Adario.
Minc não deu prazo para cumprir suas promessas, mas o Greenpeace
vai cobrar o cumprimento delas. Pode conferir!
Visite o blog da expediçãopara saber mais detalhes
do que está acontecendo em Belém! Destaquepara as palestras que
fizemos no Forum Social Mundial, sobre energiasrenováveis e
impactos da pecuária na Amazônia.
Mais quatro dias de open boat
Em meio à rica programação do Fórum Social Mundial, oGreenpeace
retomou nesta quinta-feira a visitação pública ao navioArctic
Sunrise na Estação das Docas. Antes mesmo do horário previstopara o
início da atividade, dezenas de pessoas aguardavam na'escadinha'
entre os armazéns 3 e 4 do porto da cidade para conhecerdetalhes da
expedição Salvar o Planeta. É Agora ou Agora e também sobreo navio,
que está com o Greenpeace desde 1995.
O Arctic Sunrisefoi construído em 1975 e usado para caçar focas.
O Greenpeace perseguiumuito o Arctic nesse período. Em 1995, o
barco acabou - por ironia dodestino - nas mãos da organização
ambientalista, que o usou paraimpedir tanto a caça de focas como a
de baleias também. O Arctic é umnavio quebra-gelo, preparado para
navegar pelas águas geladas dos pólosdo planeta, onde já esteve por
diversas vezes. A última vez que oArctic Sunrise veio ao Brasil foi
em 2006, quando também esteve abertopara visitação pública.
Além do público em geral, algumaspersonalidades do Fórum Social
Mundial vieram até a Estação das Docasconhecer o navio do
Greenpeace e a campanha organizada para pressionaro governo
brasileiro a liderar as negociações na próxima reunião da ONUsobre
clima, marcada para dezembro em Copenhagen (Dinamarca). Jápassaram
pelo navio Oded Grajew (Instituto Ethos), Mário Mantonavi (SOSMata
Atlântica), vereadora Aspásia Camargo (PV-RJ), o ex-deputado
JoãoAlfredo (Ceará), David Stang (irmão da missionária Dorothy
Stang, assassinada por pistoleiros em 2005 na cidade de Anapu, no
Pará), liderançascomunitárias de Porto de Moz, entre outros.
Índios da aldeiaApiterewa, em Altamira (PA), também prestigiaram
o Arctic Sunrise,depois de se deslocarem por um dia e meio de barco
pela florestaamazônica e mais um dia de ônibus para chegarem a
Belém a tempo departicipar do Fórum Social Mundial (FSM).
O Arctic Sunrise vaificar cerca de três meses no Brasil dentro
da expedição Salvar oPlaneta. É Agora ou Agora, que começou em
Manaus no início de janeiro.Depois de Belém, o navio e a expedição
vão para Fortaleza, Recife,Salvador, Rio de Janeiro e Santos. Confira aqui as datas e locais exatos dos
próximos open boats.