Notícia - 27 - ago - 2007
Ação civil pública ajuizada contra a Eletronuclear pede também a suspensão das audiências públicas realizadas para discutir a construção da usina nuclear.
Ativistas do Greenpeace protestam contra construção de Angra 3
Segundo o procurador da República André de Vasconcelos, o Ibama
de Brasília tem cedido a pressões da Eletronuclear e de grandes
empreiteiras interessadas na obra e está conduzindo o processo de
licenciamento ambiental "de forma açodada e atabalhoada,
desrespeitando o devido processo legal e a transparência e
participação da sociedade civil e instituições de
fiscalização".
Entre os problemas apontados pelo procurador, está o
descumprimento do prazo legal para a realização das audiências, que
foram convocadas menos de 45 dias após a publicação do edital no
Diário Oficial. O Estudo de Impacto Ambiental (EIA/RIMA) tampouco
estava disponível para consulta nos escritórios do Ibama no Rio de
Janeiro ou nas 10 unidades de conservação que serão afetadas pela
construção de Angra 3.
Em nota sobre o assunto publicada no jornal Valor Econômico de
hoje (28/08), o assessor da presidência da Eletronuclear, Leonam
dos Santos Guimarães disse que a Eletronuclear apresentou o plano
de comunicação ao Greenpeace, na Câmara Americana, e que o plano
teria recebido elogios. O engenheiro elétrico Ricardo Baitelo, da
campanha de energia do Greenpeace, que estava nos eventos citados
por Leonam esclarece:
"A declaração do Sr. Leonam Guimarães sobre o Greenpeace é
incorreta e tem como único objetivo minimizar as acusações do
Ministério Público Federal sobre os graves problemas de publicidade
do processo de licenciamento de Angra 3. Estivemos presentes como
espectadores em um evento público sobre o Licenciamento de Angra 3
promovido pela Câmara Americana de Comércio em São Paulo na semana
passada. O palestrante, Dr. Iukio Ogawa, superintendente de
Licenciamento e Meio Ambiente da Eletronuclear, comentou aspectos
relacionados ao licenciamento da Usina de Angra 3 tais como as
Audiências Publicas e o plano de comunicação da Eletronuclear. Ao
contrário do que se afirma, este plano não foi em nenhum momento
recebido pelo Greenpeace ou, menos ainda, elogiado por qualquer um
dos nossos representantes."
Com informações do jornal Estado de São Paulo e Valor Econômico
Saiba mais:
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