Após o Greenpeace ter conseguido reverter o posicionamento da
Nicarágua, que se comprometeu a defender as baleias na próxima
reunião da Comissão Internacional da Baleia (CIB), agora foi a vez
da ONG exigir do Equador a mesma postura.
O Greenpeace organizou neste sábado manifestações em Porto
Alegre, Rio de Janeiro, Campos do Jordão (SP), Belo Horizonte,
Salvador e Brasília, com uma faixa gigante, pedindo que as pessoas
demostrem seu carinho pelo Equador e pelas baleias. O Greenpeace
recolheu sete banners repletos de assinaturas que serão levados ao
consulado do Equador em Salvador, no dia 4 de maio, pelo mascote
Mangá Whale, da campanha de baleias do Greenpeace.
Confira abaixo o depoimento do ator
britânico Anthony Hopkins em defesa das baleias.
O governo equatoriano já apresenta uma posição conservacionista,
mas há anos está sem pagar a cota anual, e por isso não participa
da CIB. "O Greenpeace pede que o país volte a ter uma postura ativa
na questão, já que as baleias têm grande importância para o
Equador, pois o turismo de observação desses animais representa uma
importante alternativa econômica para muitas comunidades costeiras,
e vem gerando milhões de dólares ao ano e centenas de empregos
diretos e indiretos no país", afirmou Leandra Gonçalves
coordenadora da campanha de baleias do Greenpeace Brasil.
No dia 11 de abril, o Greenpeace realizou protestos
para pressionar a Nicarágua, que vinha apoiando o Japão e votando
pela caça na CIB, levando ativistas e caudas de baleias,
simbolizando cemitérios, para embaixadas e consulados da Nicarágua
em 11 países do mundo. A pressão deu certo e a Nicarágua anunciou
que irá mudar seu posicionamento na próxima reunião da
comissão.
"Esse voto representou a vitória em uma batalha, mas ainda não
ganhamos a luta. A competição entre países durante a reunião da CIB
é acirrada, e sabemos que o Japão ainda não desistiu de 'comprar'
mais países, que podem vir a votar a favor dos interesses
japoneses", alertou Leandra.
Alguns países ainda lutam para derrubar a moratória da caça
comercial de baleias, o que contribuiria para a extinção de muitas
espécies. Apesar dessa moratória existir desde 1986, esses países
continuam a caçar sob o pretexto de estarem realizando "pesquisa
científica". No entanto, a comunidade científica vem mostrando que
é possível realizar estudos e alcançar importantes resultados sem a
necessidade de matar baleias.
Baleeiros japoneses já anunciaram que este ano retomarão a caça
de baleias jubartes, que é a mesma espécie que visita
frequentemente a costa equatoriana e a brasileira, sendo uma das
principais atrações do turismo de observação de baleias nesses
países. Por isso, o voto do Equador é muito importante para o
futuro das baleias!