Notícia - 29 - mai - 2008
Brasil também concorria ao prêmio, mas os países mais ricos do mundo mereceram a estatueta por sua falta de ação na proteção da biodiversidade.
Depois de uma acirrada disputa, à qual não faltaram golpes
abaixo da cintura e acordos de fim-de-noite, o Brasil perdeu o
disputadíssimo Prêmio Motosserra de Ouro 2008. O país até que lutou
bravamente pelo prêmio, mas o grande júri do Greenpeace decidiu
entregá-lo aos países do G8, com a exceção da Alemanha.
Os países mais ricos do mundo mereceram a estatueta por sua
total falta de ação em alocar os recursos financeiros necessários à
proteção da biodiversidade, à criação e implementação de áreas
protegidas que permitam o cumprimento das metas para 2010 assinadas
pelos presidentes e chefes de estado, e para viabilizar
economicamente a redução progressiva do desmatamento em florestas
tropicais - até zerá-lo em 2015.
A Alemanha foi excluída por ter anunciado em Bonn a doação de 500 milhões de euros adicionais entre
2009 e 2012 para programas e projetos de proteção florestal
e biodiversidade, além de 500 milhões anuais a partir de 2013.
Queríamos mais, 2 bilhões/ano, mas reconhecemos o exemplo dado pela
Alemanha aos países ricos.
O prêmio Motossera de Ouro foi entregue na tarde desta
sexta-feira aos representantes do Japão, onde será a próxima
reunião do G8, em junho. Ativistas do Greenpeace interromperam uma
cerimônia organizada pelo governo do Japão e Alemanha na COP para a
entrega do prêmio, sendo retirados em seguida.
O Brasil, que parece estar fazendo de tudo para receber o prêmio
Motosserra de Ouro, é desde já fortíssimo candidato a ficar com ele
na próxima reunião da CDB, marcada para Nagóia, no Japão, em 2010.
Isso graças ao presidente Lula, que fez nitidamente uma escolha
pelo desenvolvimento a qualquer preço no padrão dos anos 70, e à
diplomacia brasileira, que trabalha sempre para barrar resoluções
pró-meio ambiente.