Notícia - 15 - jun - 2009
Novo relatório do Greenpeace e da Oxfam revela a importância da redução de emissões na melhoraria da qualidade de vida das pessoas.
Para combater o aquecimento global, devem ser estabelecidas metas claras de corte de emissões de CO2
As mudanças climáticas estão afetando fortemente a população
mais pobre da China e os esforços do país para aliviar a pobreza
foram enfraquecidos. A conclusão é do relatório Mudanças Climáticas
e Pobreza: um Estudo de Caso da China, lançado nesta terça-feira
pelo Greenpeace e pela Oxfam Hong Kong. O estudo sugere que o
governo chinês se comprometa a um ambicioso plano de resgate
climático.
"Erradicar a pobreza causada pelas mudanças climáticas é muito
complexo e difícil", afirma Hu An'gang, economista chinês que fez o
prefácio do relatório.
A pesquisa revela que as áreas pobres da China afetadas também
são as mais vulneráveis aos desastres causados pelas mudanças
climáticas. A proporção da população absolutamente pobre que é
afetada pelas mudanças climáticas alcançou 95% em 2005, e deve
aumentar. Estudos de caso das províncias de Guangdong, Sichuan e
Gansu mostram que o aquecimento global provoca enchentes,
tempestades de neve e deslizamentos de terra que causam problemas
ao meio ambiente e minam os esforços de ajuda aos mais pobres.
"Os esforços para aliviar a pobreza na China nas últimas décadas
podem ser seriamente prejudicados a menos que o governo chinês tome
a liderança em criar um tratado agressivo de resgate climático no
encontro de dezembro em Copenhague", afirma Li Yan, da campanha de
Clima do Greenpeace China.
"Os paísees desenvolvidos têm que cortar suas emissões em 40%
até 2020. A China e outros países em desenvolvimento precisam
reduzir o aumento projetado de suas emissões de 15% a 30% até
2020", avalia Li Yan.