A partir de hoje, Dia Mundial da Alimentação, voluntários do
Greenpeace promovem atividades para marcar a data em sete capitais
brasileiras. O objetivo é informar o consumidor sobre o a rotulagem
de produtos feitos com matéria-prima geneticamente modificada e
alertar para a mais nova ameaça à alimentação dos brasileiros: o
arroz transgênico.
As atividades serão realizadas em São Paulo, Salvador, Brasília,
Porto Alegre, Belo Horizonte, Manaus e Rio de Janeiro, em locais de
grande circulação de público (confira a agenda abaixo). Para
ilustrar ao consumidor os produtos transgênicos, os voluntários
promoverão atividades com os produtos das listas verde (livre de
transgênicos) e vermelha (que pode conter transgênicos), contidas
no Guia do Consumidor, produzido pelo Greenpeace desde 2002. Serão
distribuídos exemplares deste material que tem ajudado a população
a se informar sobre a real composição dos produtos alimentícios
vendidos no país. Mais de 100 empresas foram contatadas e
questionadas sobre a utilização de ingredientes transgênicos em
seus produtos: aquelas que não respondem ou que não fazem controle
adequado para evitar a contaminação por matéria-prima geneticamente
modificada são listadas no guia impresso.
Mas a orientação não pára por aí: também serão fornecidas
informações sobre a mais nova ameaça à alimentação do brasileiro, o
arroz transgênico. No Brasil, encontram-se liberadas comercialmente
seis variedades de alimentos transgênicos, sendo uma de soja e
cinco de milho. Agora, a Bayer quer empurrar mais um experimento
para o nosso prato: a variedade de arroz chamada Liberty Link 62
(LL62), que nunca foi plantada comercialmente em nenhum outro lugar
do mundo. Criada para resistir ao agrotóxico Liberty, também
produzido pela Bayer, essa variedade de arroz é muito semelhante ao
milho Liberty Link aprovado pela CTNBio em 2007. Essa variedade
contou com recurso da Anvisa que apontava diversos riscos à saúde
humana, especialmente para gestantes, lactantes e bebês
recém-nascidos.
"Neste Dia Mundial da Alimentação, queremos lembrar que todo
consumidor tem o direito de não comer alimentos modificados em
laboratório. Mais do que isso, todo consumidor tem o direito de
saber o que está comendo. A opinião dos consumidores é a forma mais
legítima de se dizer que os transgênicos não devem estar nas
prateleiras dos supermercados, não devem ser plantados, nem
aprovados", afirma Rafael Cruz, coordenador da campanha de
transgênicos do Greenpeace. Não existem estudos que comprovem a
segurança do consumo de alimentos transgênicos, para a saúde
humana. Com a aprovação do arroz transgênico da Bayer, o brasileiro
terá potencializada a chance de consumir esses alimentos, que já
causam impactos ao meio ambiente como a perda de biodiversidade,
aumento do uso de agrotóxicos, aparecimento de ervas-daninhas
resistentes e contaminação genética.
Consulte a lista completa de empresas que já
se comprometeram a não usar transgênicos em sua linha de
produção.
Saiba mais sobre o arroz transgênico e confira
a agenda da Semana aqui.