O Nisshin Maru em alta velocidade no Oceano Antártico, sendo perseguido pelo navio Esperanza, do Greenpeace.
Ativistas do Grenpeace marcaram na manhã desta segunda-feira
(17/11) a saída da frota baleeira do Japão do porto de Innoshima
com faixas informando que a caça às baleias está sob julgamento e
que o programa baleeiro suga milhões de dólares de impostos pagos
por cidadãos japoneses.
A frota tentou deixar o Japão na surdina, após o cancelamento da
tradicional cerimônia festiva de despedida da frota, promovida no
porto de Shimonoseki. Com a presença apenas dos familiares da
tripulação e autoridades da indústria baleeira, o navio-fábrica
Nisshin Maru deixou Innoshima em direção ao Santuário de Baleias do
Oceano Antártico.
A indústria baleeira japonesa está em crise. A mídia informa, com base
em fontes da indústria, que a cota de baleias a serem mortas foi
reduzida em 20%. A Agência Japonesa de Pesca, no entanto, diz que o
total de 935 baleias minke e 50 fins serão mortas, mesmo número da
temporada passada.
Foi também revelado que pela primeira vez na história a frota
vai navegar sem uma tripulação 100% japonesa, com vários
integrantes se recusando a viajar depois do escândalo de
contrabando de carne de baleia ter sido revelado ao público pelo
Greenpeace. E como não se bastasse, foi anunciado que o restaurante
Yushin, que vende carne de baleia em Tóquio, será fechado em 2010
devido a problemas financeiros.
O cargueiro Oriental Bluebird, responsável pelo reabastecimento
da frota baleeira, foi recentemente multado pelas autoridades
panamenhas e não acompanhará os navios japoneses ao Oceano
Antártico, o que deve ter impacto significativo na capacidade de
transporte de carne de baleia de volta ao Japão.
"A confusão existente na indústria baleeira e a reação despropositada das autoridades
japonesas contra os ativistas do Greenpeace, Junichi Sato e Toru
Suzuki, mostram que o trabalho da organização no Japão está gerando
frutos, ao revelar ao público um programa baleeiro caro e sem
sentido", afirma Jun Hoshinkawa, diretor executivo do Greenpeace
Japão. "O mercado de carne de baleia no Japão entrou em colapso. É
a hora dos cidadãos japoneses, que pagam impostos, exigir que o
governo pare de subsidiar esse programa falido, e trazer de volta
ao porto a frota baleeira."
O Greenpeace vai focar seus esforços para acabar com a caça às
baleias dentro do Japão, onde 71% do público não apóia o programa
baleeiro japonês.
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