De 29 de março a 30 de abril, o navio MY Arctic Sunrise, do
Greenpeace, percorrerá a costa brasileira. O objetivo da expedição,
que é parte da campanha global pela proteção das florestas, é levar
a realidade de regiões remotas da Amazônia para grandes centros
urbanos do nosso litoral. Durante 30 dias, o navio visitará cinco
cidades - Porto Alegre (RS), Santos (SP), Salvador (BA), Recife
(PE) e Fortaleza (CE) - , mostrando as belezas e as ameaças que
colocam em risco a maior floresta tropical do planeta.
Nos últimos anos, o desmatamento na Amazônia tem
sido impulsionado pela expansão descontrolada da fronteira
agropecuária capitaneada pela soja, além da exploração ilegal e
predatória de madeira. Apesar de suas boas iniciativas na área
florestal, o governo Lula acumula o maior índice de desmatamento da
história do País: desde o dia de sua posse, a Amazônia perdeu mais
de 70 mil quilômetros quadrados de florestas.
O Greenpeace acredita que a solução para a Amazônia passa pelo
estabelecimento de uma "barreira verde" formada por áreas
protegidas e de uso sustentável nas regiões de floresta que sofrem
maior pressão da exploração madeireira e expansão agropecuária. A
criação e implementação de unidades de conservação protege a
biodiversidade e o direito das comunidades tradicionais, impede a
grilagem de terras e serve como contenção ao corte raso das
árvores. Durante a expedição, ativistas e voluntários vão coletar
assinaturas pedindo o estabelecimento de uma "barreira verde" na
Amazônia contra o desmatamento.
A organização ambientalista também debaterá com a população das
cidades visitadas pelo barco medidas concretas de ajuda à proteção
da floresta. Nas cidades costeiras, o barco servirá de plataforma
para o programa Cidade Amiga da Amazônia, que incentiva prefeituras
brasileiras a adotarem leis locais que evitem o consumo de madeira
amazônica de origem criminosa nas compras e licitações
públicas.
As prefeituras consomem grandes volumes de madeira em obras
públicas, como escolas e postos de saúde, e podem tornar-se
exemplos de consumo responsável. Estima-se que entre 60% e 80% de
toda madeira produzida na Amazônia seja ilegal. Atualmente, 28
municípios participam do Cidade Amiga da Amazônia. A adesão da
prefeitura de Porto Alegre, primeira parada do navio, ao programa
está confirmada para o dia 31 de março.
"Esta expedição mostra que nosso trabalho vai muito além da
denúncia", afirma Paulo Adário, coordenador da campanha Amazônia do
Greenpeace. "Estamos apresentando propostas práticas de combate ao
desmatamento. Acreditamos que apenas a ação urgente de todos os
níveis de governo e da sociedade como um todo pode reverter a atual
tendência de destruição do patrimônio amazônico".
Nos finais de semana, o navio será aberto à visitação popular
gratuita. Além de conhecer as instalações do barco, uma exposição
fotográfica será montada retratando as belezas, as ameaças, os
desafios e o trabalho do Greenpeace na Amazônia.
A expedição do navio Arctic Sunrise faz parte do esforço global
do Greenpeace para proteger as últimas florestas do planeta. Além
do trabalho na Amazônia, o navio Rainbow Warrior está percorrendo a
região do sudeste asiático e do Pacífico e times de ativistas e
voluntários do Greenpeace montaram uma base de operações no coração
da Papua Nova Guiné para trabalhar com as populações tradicionais
pela proteção das florestas da região contra a exploração
madeireira.
Veja onde e quando o barco estará
aberto à visitação:
PORTO ALEGRE
Data: 1º e 2 de abril
Horário: das 13h às 17h (no sábado) e das 10h às 17h (no
domingo)
Local: Entrada principal do Porto, Av. Mauá - Galpão A1
SANTOS
Data: 8 e 9 de abril
Horário: das 13h às 17h (no sábado) e das 10h às 17h (no
domingo)
Local: Terminal marítimo de passageiros do Porto de Santos
SALVADOR
Data: 15 e 16 de abril
Horário: das 10h às 17h
Local: Terminal 1 - Porto de Salvador
RECIFE
Data: 22 e 23 de abril
Horário: das 10h às 17h
Local: Marco Zero - Porto de Recife
FORTALEZA
Data: 29 e 30 de abril
Horário: das 10h às 17h
Local: Porto de Mucuripe