Arctic Sunrise chega a Fortaleza em defesa das energias renováveis

Notícia - 4 - fev - 2009
Greenpeace lança nesta sexta-feira, em seminário a bordo do barco, proposta de Lei Nacional de Energias Renováveis. Visitação à embarcação acontecerá apenas no sábado, devido à chegada no porto de um navio com 4 mil passageiros no domingo.

O Arctic Sunrise já está atracado ao Porto de Mucuripe, em Fortaleza, onde estará aberto à visitação pública neste sábado, das 9 às 17 horas.

O navio Arctic Sunrise, do Greenpeace, chegou no final da tarde desta quinta-feira (5/2) à Fortaleza (CE) trazendo em seu casco uma grande faixa com a mensagem que quer passar à população local: "Salvar o Planeta. É Agora ou Agora. Tendo ao fundo grandes turbinas eólicas, instaladas próximas ao Porto de Mucuripe, o navio atracou em frente ao terminal de passageiros do Armazém A2 e estará aberto à visitação pública neste sábado, das 9 às 17 horas. 

A programação previa também atividade durante o domingo, mas um grande navio com quatro mil passageiros vai aportar nessa data ao lado do barco do Greenpeace e, por questões de segurança, a visitação ao Arctic Sunrise foi suspensa. A legislação portuária não permite visitação pública a nenhum navio quando há embarcações de passageiros atracadas no mesmo lugar. Saiba mais aqui.

Fortaleza é a terceira cidade visitada pelo Arctic Sunrise na expedição Salvar o Planeta. É Agora ou Agora. Em Manaus (AM) e Belém (PA), quase nove mil pessoas conheceram o navio por dentro e conheceram os principais problemas ambientais que o Brasil enfrenta. O objetivo da expedição é alertar a população sobre a gravidade das mudanças climáticas e pressionar o governo federal a adotar soluções para enfrentar o aquecimento global.

Uma das soluções o Ceará conhece bem: a energia eólica. O estado é o que tem maior potencial nesse tipo de energia renovável no Brasil. Estima-se que há duas Itaipus de ventos em terras cearenses. Para discutir esse potencial o Greenpeace, em parceria com o Fórum Cearense de Mudanças Climáticas e Biodiversidade, promoverá nesta sexta-feira (das 13 às 19 horas) o seminário Energias Renováveis: Potencial, Limitações e Relevância no Atual Cenário de Mudanças Climáticas. O evento será realizado a bordo do navio Arctic Sunrise.

Durante o seminário, o Greenpeace apresentará o documento "Lei de Energias Renováveis: Propostas para a sustentabilidade energética brasileira", que inclui o projeto de lei 4550/08, proposto pelo Deputado Edson Duarte (PV-BA). Esse projeto incentiva as energias renováveis baseado no mecanismo tarifário feed-in, modelo que garante acesso dos geradores à rede e determina um preço justo e fixo pela venda dessa energia em contratos de longo prazo.

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O seminário contará com a participação do governador em exercício do Ceará, Francisco Pinheiro; do presidente do Banco do Nordeste, Roberto Smith, do diretor de campanhas do Greenpeace Brasil, Sérgio Leitão; do secretário-executivo do Conselho Global de Energia Eólica (GWEC, na sigla em inglês), Steve Sawyer; do representante da Associação Brasileira de Energia Eólica, Adão Linhares; dos deputados federais Paulo Teixeira (PT-SP) e Paulo Lustosa (PMDB-CE); e de representantes da Universidade Federal do Ceará e do governo do Estado.

"É emblemático realizar este seminário e lançar este documento aqui em Fortaleza porque o Ceará é o estado brasileiro com maior potencial para a energia eólica", afirmou Ricardo Baitelo, especialista em energia renovável do Greenpeace.

Segundo Baitelo, apenas um marco regulatório claro pode garantir a expansão das fontes limpas e renováveis na matriz brasileira. "Ao invés de optar por fontes renováveis, o planejamento elétrico do governo federal tem preferido a construção de termelétricas a óleo combustível e carvão e usinas nucleares, gerando CO2 e lixo radioativo. Para criar condições favoráveis às fontes renováveis como a eólica, reduzindo as emissões de gases estufa da matriz elétrica e trazendo maior segurança energética, além de gerar emprego e renda, o Brasil precisa aprovar uma lei que garanta a conexão das usinas renováveis à rede elétrica e pague preço justo por esta eletricidade, incluindo clareza nos prazos e nas taxas de retorno aos investidores".

A expedição Salve o Planeta. É Agora ou Agora percorrerá um total de sete cidades brasileiras em cerca de três meses. Confira aqui as datas de cada cidade.

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