Notícia - 11 - dez - 2007
Em uma semana, cerca de 15 mil toneladas de petróleo foram derramados nos oceanos em apenas dois acidentes. Greenpeace denuncia incapacidade de empresa norueguesa de tomar medidas ambientais para evitar esse tipo de desastre.
Menos de uma semana depois do gigantesco derramamento de óleo no
litoral da Coréia do Sul, que causou comoção internacional pela
destruição ambiental que provocou, outro vazamento ocorrido nesta
quarta-feira causa apreensão, desta vez a 200 quilômetros da costa
da Noruega.
Cerca de 4 mil toneladas (ou 25 mil barris) de óleo cru vazaram
da plataforma Statfjord A, no Mar do Norte, durante operação de
abastecimento do navio-tanque Navion Britannica, em condições
climáticas desfavoráveis - vento e ondas fortes.
O vazamento está sendo considerado o segundo maior da história
da Noruega. O óleo derramado está seguindo para o norte e
provavelmente não atingirá nenhuma terra. As ondas estão muito
altas para permitir o uso de bóias e qualquer outro esquema de
retenção do óleo.
A região onde ocorreu o vazamento é considerada rica em recursos
pesqueiros e fica ao norte da área que o Greenpeace propõe para a
criação da reserva marinha Viking Bank.
"Esse acidente nos confirma novamente que a StatoilHydro
(empresa responsável pela plataforma) é incapaz de tomar as medidas
ambientais necessárias para evitar esse tipo de acidente", afirma
Truls Gulowsen, do Greenpeace Noruega, que questiona o fato da
empresa realizar abastecimento de navios-tanques em tais condições
climáticas adversas.
Na semana passada, 10,5 mil toneladas de petróleo foram
derramadas no litoral sul-coreano, afetando dezenas de quilômetros
de costa, entre as quais zonas pesqueiras do país.
Duzentos navios e cinco aviões estão trabalhando na limpeza e
contenção do óleo, além de 16 mil soldados, policiais, funcionários
e voluntários. Apesar de todo o esforço, foram recolhidas apenas
915 toneladas de petróleo e quase 5 mil de lixo até o momento.