Notícia - 26 - ago - 2008
Greenpeace pressiona por maior agilidade nas negociações para fechar em 2009 o documento que substituirá o Protocolo de Kyoto.
Para combater o aquecimento global, devem ser estabelecidas metas claras de corte de emissões de CO2
Os países que participam da rodada de negociações sobre clima
que terminaram nesta quarta-feira em Accra, capital de Gana, na
África, não trataram o tema com a urgência necessária. No ritmo que
as negociações foram encaminhadas, as metas dos acordos que
deveriam estar fechados até 2009 para compor o documento que
substituirá o protocolo de Kyoto não serão atingidas.
Apesar da lentidão, o encontro resultou em alguns avanços. Um
dos pontos altos da reunião foi o anúncio da decisão da Coréia do
Sul de definir metas internas de redução de emissões de gases do
efeito estufa. O México também teve posição de destaque no papel de
negociador entre os países desenvolvidos e em desenvolvimento.
As negociações referentes ao financiamento para os países em
desenvolvimento avançaram um pouco. No entanto, faltam propostas
concretas sobre a forma de transferência de tecnologias limpas
entre os países e sobre a assistência que será dada para as nações
em desenvolvimento se adaptarem às mudanças climáticas.
"Muito tempo está sendo desperdiçado para discutir detalhes
processuais e reafirmar posições e nada muito substancial está
sendo colocado na mesa", disse Bill Hare, diretor de Políticas em
Clima do Greenpeace Internacional. "Essa é a terceira rodada de
negociações desde a convenção de Bali, no ano passado. Os acordos
que serão fechados no final de 2009 deverão tomar forma agora¨,
diz. As negociações devem prosseguir em Poznan, na Polônia, em
dezembro.
"Governos que preferem deixar tudo para a última hora com a
desculpa de que a natureza das negociações internacionais é lenta
já têm dado declarações dizendo que as expectativas para a reunião
na Polônia são baixas", afirma. "Os governos precisam assumir uma
postura mais enérgica. Nós precisamos de medidas urgentes agora
para dar ao mundo a chance de evitar uma catástrofe", completa.
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