Notícia - 13 - abr - 2008
Caça foi feita no Santuário de Baleias da Antártica, onde evitamos com o navio Esperanza a morte de centenas de outros animais.
O navio do Greenpeace, Esperanza, entre o baleeiro Yushin Maru e o navio-fábrica Nisshin Maru, ambos da frota japonesa. Desde que a perseguição aos baleeiros japoneses começou, no dia 13 de janeiro, nenhuma baleia foi morta na Antártica.
Depois de cinco meses no mar, o Nisshin Maru chegou nesta
segunda-feira ao Japão de sua expedição ao Santuário de Baleias da
Antártica, carregado com a carne de 551 baleias que foram mortas
nesta temporada pela frota baleeira japonesa. Uma matança sem
sentido que, apesar das alegações do governo japonês, nada tem a
ver com pesquisa científica.
A caça de baleias promovida pelos japoneses na Antártica foi
adiada por 15 dias graças à perseguição que nosso navio Esperanza fez ao
Nisshin Maru por mais de 4 mil milhas no santuário. Além de
baleias minkes, os baleeiros do Japão também pretendiam caçar fins
e jubartes, mas esta última espécie ficou de fora depois de
protestes realizados em todo o mundo.
Nos últimos anos, a Agência de Pesca do Japão tem dito ao mundo
que houve um aumento no número de baleias fin no Oceano Antártico e
que isso justificaria a matança de 50 delas. Mas depois de ficarem
três meses do ano vasculhando a região, os baleeiros japoneses não
encontraram um exemplar sequer da espécie.
A batalha para defender as baleias agora se volta para o Chile,
onde será realizada a próxima reunião da Comissão Internacional
Baleeira. O Japão tentar novamente derrubar a moratória à caça
comercial de baleias, mas estamos preparados para impedir isso, bem
como defender a criação do Santuário de Baleias do Atlântico
Sul.
"As discussões agora passam a ser em esfera política, onde
esperamos que o governo brasileiro tenha um papel chave na proposta
durante a reunião da Comissão Internacional Baleeira, em junho, no
Chile", afirma Leandra Gonçalves, coordenadora da campanha de
Baleias do Greenpeace Brasil.
No Santuário de Baleias da Antártica, o único número aceitável
de mortes de baleias é zero. Se os japoneses são sérios em relação
à pesquisa científica - não a caça comercial disfarçada que
promovem - devem retornar à região na próxima temporada com câmeras
fotográficas, não arpões.
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Confira os vídeos de nossa expedição na Antártica,
em defesa das baleias.
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caça de baleias