Cerca de 15 ativistas do Greenpeace protestaram na manhã desta quarta-feira em um supermercado do Rio de Janeiro contra a falta de rotulagem adequada nos produtos fabricados pelas empresas Bunge e Cargill
Dando continuidade à Semana do Consumidor, cerca de 15 ativistas
do Greenpeace protestaram na manhã desta quarta-feira em um
supermercado do Rio de Janeiro contra a falta de rotulagem adequada
nos produtos fabricados pelas empresas Bunge e Cargill. Os
ativistas colaram adesivos com o símbolo da rotulagem - um
triângulo amarelo com o a letra T em preto, no meio - em
margarinas, maioneses, molhos e bebidas fabricados pelas duas
empresas. Esses produtos são fabricados com a mesma soja
geneticamente modificada usada na elaboração dos óleos Soya e Liza
de ambas as empresas - e que foram
rotulados no início deste ano depois de determinação
judicial.
Confira no Blog de Transgênicos detalhes sobre nossa
campanha.
Desde 2004 o Brasil tem uma lei que exige a rotulagem de todo
produto alimentício fabricado com 1% ou mais de matéria-prima
transgênica. Em 2005, o
Greenpeace denunciou que a Bunge e a Cargill estavam vendendo os
óleos Soya e Liza, respectivamente, sem a devida rotulagem. As
duas marcas são líderes de mercado no país. A denúncia serviu de
base para a ação civil pública do Ministério Público de São Paulo
encaminhada à Justiça.
Veja as fotos da ação realizada nesta quarta-feira no Rio de Janeiro:
"A Bunge e a Cargill vêm sistematicamente escondendo dos
consumidores brasileiros o uso de transgênicos na fabricação de
seus produtos. E só rotularam os óleos depois que foram acionadas
pela Justiça. Elas precisam respeitar a lei e seus consumidores,
rotulando todos os produtos que foram fabricados com matéria-prima
transgência", afirmou Gabriela Vuolo, coordenadora da campanha de
engenharia genética do Greenpeace Brasil.
Desde sábado (dia 8 de março) voluntários do Greenpeace têm
conversado com consumidores no Rio de Janeiro para alertá-los sobre
o decreto de rotulagem e a lei estadual que prevê que bares e
restaurantes do Estado do Rio devem informar a seus clientes se
usam ingredientes transgênicos nos pratos servidos.
Assista ao vídeo:
O protesto realizado nesta quarta-feira faz parte da
série de atividades que o Greenpeace vem promovendo em diversas
cidades do país durante a Semana do Consumidor, para alertar a
população brasileira sobre os riscos que os produtos transgênicos
representam ao meio ambiente. Além disso, o Greenpeace também está
expondo a postura das principais empresas de alimentos do país
quanto à informação que disponibilizam à população sobre utilização
de transgênicos na fabricação de seus produtos.
Na segunda-feira passada (10/3),
ativistas do Greenpeace protestaram na sede da Vigor, em São
Paulo, se acorrentando na porta principal da sede da empresa
para pressioná-la a informar se usa ou não matéria-prima
transgênica. Na terça-feira, voluntários promoveram uma
devolução em massa de óleos de soja da Cargill e da Bunge em um
supermercado de Salvador (BA), já rotulados como
transgênicos.
Guia do Consumidor: o direito à informação e à escolha
Uma das principais ferramentas durante as atividades programadas
será o
Guia do Consumidor do Greenpeace, que desde 2002 tem ajudado os
consumidores brasileiros a se informarem sobre a real composição
dos produtos vendidos no país. Mais de 100 empresas de alimentos
foram contatadas e questionadas sobre a utilização de ingredientes
transgênicos em seus produtos. As empresas que não respondem ou que
não fazem controle adequado para evitar a contaminação por
matéria-prima geneticamente modificada são listadas no guia
impresso.
No site
especial de Consumidores é possível consultar a lista completa
de empresas que já se comprometeram a não usar transgênicos em sua
linha de produção. Há também diversas ferramentas disponíveis para
consumidores que queiram evitar os transgênicos: receitas,
entrevistas e idéias de atitudes cotidianas para consumir
responsavelmente.
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do Consumidor.
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transgênica.