Notícia - 12 - mar - 2009
Encontro dos presidentes americano e brasileiro na Casa Branca é oportunidade para os dois países discutir mudanças climáticas.
Anúncio do Greenpeace publicado nesta sexta-feira nos principais jornais do Brasil, às vésperas do encontro do presidente Lula com o líder dos EUA, Barack Obama, na Casa Branca, em Washington.
Ativistas do Greenpeace protestam em defesa do clima e da Amazônia em frente ao hotel em Washington onde se hospedou o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva. Lula foi aos Estados Unidos se encontrar com o presidente americano Barack Obama para discutir a crise financeira.
As atenções do mundo estarão voltadas neste sábado para o
encontro entre Barack Obama e Lula na Casa Branca, em Washington.
Afinal, quando o líder da nação mais rica do planeta se reúne com o
presidente de um dos principais países em desenvolvimento, é mesmo
um evento para se acompanhar de perto.
O prato principal do encontro será a crise financeira mundial,
que vem afetando a economia de todos os países. Mas uma outra
crise, a climática, tão ou mais séria que a financeira, bem que
poderia fazer parte da conversa entre Obama e Lula. Os dois
presidentes poderiam aproveitar a oportunidade para discutir o que
seus governos podem fazer para levar o mundo para uma economia
verde, com baixas emissões de CO2, e assim enfrentar o maior
desafio da atualidade: as mudanças climáticas.
Veiculamos hoje um anúncio nos principais jornais de São Paulo
alertando para esta necessidade. Amanhã estaremos lá, entregando
uma carta que está disponível para download aqui.
A crise financeira não será resolvida se os países ignorarem a
crise climática. Uma está atrelada a outra. No final deste ano,
governantes de mais de 200 países se reunirão em Copenhague, na
Dinamarca, num encontro promovido pela ONU para discutir a sucessão
do Protocolo de Kyoto. Até agora, tivemos mais conversas do que
ações. Obama e Lula, com a força política que têm, podem mudar
isso, liderando as negociações climáticas na capital dinamarquesa
rumo à uma economia verde, baseada em fontes renováveis de energia.
Não temos tempo a perder. É agora ou agora!