Notícia - 26 - ago - 2008
Flamanville vem apresentando os mesmos problemas de cronograma e custos do reator de Olkiluoto, na Finlândia.
No aniversário do desastre de Chernobyl, 30 ativistas do Greenpeace colocaram uma faixa exigindo a paralisação das obras da nova usina EPR na França, por ser um projeto caro, perigoso e que não contribui para o combate às mudanças climáticas.
Além de serem projetos gêmeos da estatal francesa Areva, as
usinas nucleares de Flamanville, na França, e Olikiluoto, na
Finlândia, têm outra coisa em comum: ambos estão com suas obras
atrasadas. Os trabalhos na usina francesa estão nove meses atrás do
cronograma inicial; em Olkiluoto, dois anos. Além do atraso, as
obras da usina finlandesa também já estouraram o orçamento inicial
em mais de 2 bilhões de euros e enfrentam diversos problemas de
segurança.
"A Areva não aprendeu coisa alguma com os problemas de Olkiluoto
e os repete todos em Flamanville", afirma Jan Beranek, da campanha
de Nuclear do Greenpeace Internacional. "
Segundo o jornal francês Le Canard Enchaine, os atrasos na obra
em Flamanville aconteceram por conta de problemas de concretagem da
usina, entre outros - os mesmos verificados em Olkiluoto.
"As obras em Flamanville deveriam ser abandonadas", afirma
Beranek. "A França estaria melhor servida com investimentos em
projetos mais seguros e limpos como os de energia renovável e
eficiência energética, descritos no relatório Revolução Energética
do Greenpeace."
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