Dia da Terra: comemoração em Salvador e site sobre 'lavagem verde'

Notícia - 21 - abr - 2008
Voluntários do Greenpeace celebram data na Bahia, no Chile e no México. Confira também lançamento da página StopGreenwash.org

Indústrias têm que investir menos em publicidade e mais em projetos reais para tornar seus negócios verdes na prática, não apenas no papel.

Voluntários de Salvador (BA), do Chile e do México promoveram uma série de atividades nesta terça-feira para celebrar o Dia da Terra. 

Na capital baiana, os voluntários foram ao Farol da Barra e coletaram assinaturas num banner em defesa da natureza. Esse banner foi enviado à Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB) da ONU, que acontecerá na Alemanha a partir do dia 22 de maio.

Em Santiago (Chile) e em Guadalajara (México), os voluntários montaram barracas com material do Greenpeace para explicar detalhes sobre as campanhas da organização e distribuíram folhetos.

Clique aqui e saiba mais sobre as atividades de Salvador, do Chile e no México.

Nos Estados Unidos, o Dia da Terra foi o escolhido para o lançamento da páginaStopGreenwash.org, para expor algumas práticas de 'lavagem verde' da indústria. O site se concentrará inicialmente em três casos emblemáticos: a campanha americana em favor do 'carvão limpo'; a General Motors e a indústria nuclear.

A página permitirá a qualquer um o envio de exemplos de 'lavagem verde', como anúncios de TV e de revistas, para que seja montada uma biblioteca online. Usuários também poderão dar notas aos anúncios. A página também contará com um fórum de discussão e dicas de como promover ação online para atingir essas empresas e pressioná-las a eliminar suas práticas enganadoras.

A forma mais comum de lavagem é pela publicidade, mas também pode envolver diversas ferramentas de relações públicas - da formação de grupos de discussão a patrocínio de eventos 'verdes'. O Greenpeace estabeleceu quatro critérios específicos para melhor avaliar um empreendimento e práticas de marketing.

Vamos a eles:

Publicidade - Usar publicidade específica ou campanhas de relações públicas para exagerar uma conquista ambiental e desviar a atenção para o real problema, ou ainda gastar mais dinheiro em publicidade para divulgar conquistas ambientais do que na solução do problema.

Negócio sujo - Anunciar um programa ou produto ambiental enquanto que o produto da empresa ou seu negócio principal é essencialmente poluente ou insustentável.

Jogo político - Anunciar, falar sobre ou usar grupos de pressão para divulgar compromissos 'verdes' da empresa enquanto faz lobby nos bastidores contra leis ou regulamentação ambientais.

É a lei, estúpido! - Anunciar produtos como sendo conquistas ambientais quando eles são obrigatórios por lei.

O Greenpeace cunho o termo 'lavagem verde' (greenwash, em inglês) em 1990, quando o uso de publicidade 'verde' começou a crescer nas empresas devido à pressão feita sobre elas em questões como desmatamento de florestas tropicais, destruição da camada de ozônio, aquecimento global e depósito ilegal de lixo tóxico.

Por meio desse projeto StopGreenwash.org, o Greenpeace vai confrontar e jogar luz sobre campanhas mentirosas, engajar empresas no debate e dar aos consumidores, ativistas e responsáveis por políticas públicas a informação que eles precisam para confrontar as empresas na discussão. Estamos promovendo investigações sobre indústrias de petróleo, automobilística e de alimentos.

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