Indústrias têm que investir menos em publicidade e mais em projetos reais para tornar seus negócios verdes na prática, não apenas no papel.
Voluntários de Salvador (BA), do Chile e do México promoveram
uma série de atividades nesta terça-feira para celebrar o Dia da
Terra.
Na capital baiana, os voluntários foram ao Farol da Barra e
coletaram assinaturas num banner em defesa da natureza. Esse banner
foi enviado à Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB) da ONU,
que acontecerá na Alemanha a partir do dia 22 de maio.
Em Santiago (Chile) e em Guadalajara (México), os voluntários
montaram barracas com material do Greenpeace para explicar detalhes
sobre as campanhas da organização e distribuíram folhetos.
Clique aqui e saiba mais sobre as atividades de
Salvador, do Chile e no México.
Nos Estados Unidos, o Dia da Terra foi o escolhido para o
lançamento da páginaStopGreenwash.org, para expor algumas
práticas de 'lavagem verde' da indústria. O site se concentrará
inicialmente em três casos emblemáticos: a campanha americana em
favor do 'carvão limpo'; a General Motors e a indústria
nuclear.
A página permitirá a qualquer um o envio de exemplos de 'lavagem
verde', como anúncios de TV e de revistas, para que seja montada
uma biblioteca online. Usuários também poderão dar notas aos
anúncios. A página também contará com um fórum de discussão e dicas
de como promover ação online para atingir essas empresas e
pressioná-las a eliminar suas práticas enganadoras.
A forma mais comum de lavagem é pela publicidade, mas também
pode envolver diversas ferramentas de relações públicas - da
formação de grupos de discussão a patrocínio de eventos 'verdes'. O
Greenpeace estabeleceu quatro critérios específicos para melhor
avaliar um empreendimento e práticas de marketing.
Vamos a eles:
Publicidade - Usar publicidade específica ou campanhas de
relações públicas para exagerar uma conquista ambiental e desviar a
atenção para o real problema, ou ainda gastar mais dinheiro em
publicidade para divulgar conquistas ambientais do que na solução
do problema.
Negócio sujo - Anunciar um programa ou produto ambiental
enquanto que o produto da empresa ou seu negócio principal é
essencialmente poluente ou insustentável.
Jogo político - Anunciar, falar sobre ou usar grupos de
pressão para divulgar compromissos 'verdes' da empresa enquanto faz
lobby nos bastidores contra leis ou regulamentação ambientais.
É a lei, estúpido! - Anunciar produtos como sendo
conquistas ambientais quando eles são obrigatórios por lei.
O Greenpeace cunho o termo 'lavagem verde' (greenwash, em
inglês) em 1990, quando o uso de publicidade 'verde' começou a
crescer nas empresas devido à pressão feita sobre elas em questões
como desmatamento de florestas tropicais, destruição da camada de
ozônio, aquecimento global e depósito ilegal de lixo tóxico.
Por meio desse projeto StopGreenwash.org, o Greenpeace vai
confrontar e jogar luz sobre campanhas mentirosas, engajar empresas
no debate e dar aos consumidores, ativistas e responsáveis por
políticas públicas a informação que eles precisam para confrontar
as empresas na discussão. Estamos promovendo investigações sobre
indústrias de petróleo, automobilística e de alimentos.
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