Parem com a loucura nuclear; sigam a Revolução Energética!

Notícia - 11 - nov - 2007
Ativistas do Greenpeace surpreendem participantes de Congresso Mundial de Energia, em Roma, exigindo maior atenção às fontes renováveis, única solução sustentável e viável para se enfrentar as mudanças climáticas.

Ativistas do Greenpeace protestam durante o Congresso Mundial de Energia, que acontece em Roma, na Itália. O evento reuniu empresários e representantes de governos para discutir os rumos energéticos do mundo.

O palco não poderia ser melhor: a inauguração de um congressointernacional sobre energia em Roma que acontece de três em três anos ereúne empresários e representantes de governos. Na pauta do eventoiniciado nesta segunda-feira a adequação da matriz energética mundial,mudanças climáticas e energia nuclear. Eis que, de repente, ativistasdo Greenpeace descem do teto estendendo uma grande faixa com amensagem: "Cessem a loucura nuclear - Revolução Energética Já!"

A seleta platéia fotografou, riu, zangou-se, surpreendeu-se, aplaudiu.Que parem também para pensar e vejam que a energia nuclear não é asolução para combater o aquecimento global e as mudanças climáticas.

O Conselho Mundial de Energia, que organiza o congresso, publicou umguia prático de energia para ser distribuído aos participantes doevento, em que diz que as emissões de gases do efeito estufacontinuarão aumentando até 2030 e só então começarão a cair.

Para o Greenpeace, o guia está equivocado em dois pontos fundamentais:não exige a redução drástica de emissões de gases do efeito estufa noprazo necessário e considera a expansão do uso da energia nuclear. Guiapor guia, o nosso [R]evolução Energética,lançado em janeiro de 2007, é bem mais realista e sustentável. Neledetalhamos como mudar drasticamente a matriz energética mundial global,eliminando gradualmente a energia nuclear e os combustíveis fósseispara investir em fontes renováveis e programas de eficiência energéticaaté 2050 - reduzindo as emissões de gases do efeito estufa em 50% atélá.

Por ser muito cara, a energia nuclear prejudica as soluções energéticas sustentáveis, desviando investimentos em fontes renováveise em eficiência energética. O Greenpeace propõe a eliminação global douso de energia nuclear devido aos seus altos cusos, longo períodonecessário para a construção de novas usinas e pelos graves impactosambientais e sociais que provocam, principalmente o acúmulo de lixoradioativo e os riscos de proliferação de armas nucleares.

"Nos resta menos de uma década para começarmos a reduzir as emissões degases do efeito estufa e evitar os piores impactos das mudançasclimáticas. Agora é o momento para uma revolução energética, não dosonho falido da energia nuclear", afirma Jan Berank, coordenador dacampanha de nuclear do Greenpeace.

GOVERNO FOGE DO DEBATE - DE NOVO


O cenário brasileiro do relatório [R]evolução Energética foiapresentado no último dia 8 de novembro no evento "Produção Sustentávelde Energia Elétrica no Brasil", promovido no Senado em Brasília pelaComissão Mista Especial de Mudanças Climáticas e a Frente ParlamentarAmbientalista, com apoio do WWF-Brasil.

Apesar da importância do tema em discussão, representantes da Empresade Pesquisas Energéticas (EPE) e do Ministério de Minas e Energia nãocompareceram ao evento, apesar de estarem inscritos.

Segundo Ricardo Baitelo da campanha de energia do Greenpeace, "aausência de representantes do MME e da EPE  é lamentável, especialmenteneste momento de crise energética decorrente da falta de planejamentodo governo".

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