Notícia - 3 - dez - 2007
O coordenador da campanha de Amazônia do Greenpeace está entre as 100 pessoas mais influentes do Brasil, segundo lista publicada esta semana pela revista Época. Adario figura no grupo dos benfeitores e foi escolhido por sua defesa da floresta amazônica.
Paulo Adario às margens do Rio Juruena com Atainaene escoltado por PMs.
Paulo Adário é um dos fundadores do Greenpeace no Brasil e,
desde 2001, coordena a campanha da Amazônia. Desde seu ingresso em
1992, já representou a organização em diversos eventos
internacionais, como a Eco-92 realizada no Rio de Janeiro, a
Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB) e a Convenção sobre o
Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas (Cites).
Apaixonado pela floresta amazônica, Adário luta por um modelo de
desenvolvimento responsável para a região, combinando proteção
ambiental e justiça social para mais de 20 milhões de pessoas que
vivem na Amazônia brasileira.
Adário faz expedições pela região desde 1995. Em 1998,
documentou o grande incêndio florestal no estado de Roraima. No ano
seguinte, ajudou a estabelecer o escritório do Greenpeace em Manaus
e, desde então, está baseado na região.
É autor de diversos relatórios sobre a atividade madeireira
ilegal. Por expor os responsáveis pela destruição da floresta, em
particular a máfia do mogno, sofreu ameaças de morte e recebeu
proteção da Polícia Federal no final de 2001.
Também estabeleceu o primeiro contato entre o Greenpeace e os
índios Deni, tendo comandado uma bem-sucedida campanha que resultou
na demarcação da terra indígena Deni.
Adário também se engajou na luta pela criação da reserva
extrativista Verde Para Sempre, em Porto de Moz, no Pará, tendo
participado do bloqueio do rio Jaurucu juntamente com centenas de
ribeirinhos da região, em 2001. Após intensa campanha, a reserva
extrativista foi finalmente criada no final de 2004.
Em 2006, liderou a campanha contra o desmatamento impulsionado
pela expansão da soja na Amazônia.
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