Uma baleia inflável de 15 metros foi 'encalhada' em frente ao Palácio do Planalto, em Brasília, para pressionar o governo brasileiro a assumir a liderança na próxima reunião da Comissão Internacional Baleeira (CIB), no Chile, em defesa da criação do Santuário do Atlântico Sul.
Uma baleia inflável de 15 metros de comprimento encalhou nesta
segunda-feira no lago em frente ao Palácio do Planalto, em
Brasília, para cobrar do governo brasileiro um apoio maior à
criação do Santuário do Atlântico Sul. O protesto pacíficio foi
organizado pelo Greenpeace e marcou a entrega de uma petição com
mais de 14 mil assinaturas ao secretário-adjunto da presidência da
República, João Bosco Calais Filho. Cópias do documento também
foram entregues nos ministérios do Meio Ambiente e de Relações
Exteriores.
Anos atrás o Brasil caçava baleias mas há anos que adotou uma
postura conservacionista e sempre vota contra a caça comercial nas
reuniões da Comissão Internacional Baleeira (CIB). Em 1999, o
governo brasileiro propôs a criação do Santuário de Baleias do
Atlântico Sul. No entanto, o documento ainda não saiu do papel. O
Brasil conta com o apoio de países como África do Sul e Argentina,
mas são necessários ¾ dos votos na CIB para a criação da área de
proteção, quantidade que não foi alcançada em nenhuma das reuniões
até aqui. Chegou a hora de mudar essa história.
Veja o vídeo:
Atualmente existem dois santuários no mundo: no Oceano Índico e na Antártica. Para
bloquear a aprovação de novos santuários, países como o Japão têm
subsidiado atividades pesqueiras de pequenos países da África, o
que na prática resulta na compra de seus votos na CIB.
"Contamos com o presidente Lula para garantir a gestão
diplomática com países africanos para que eles não cedam às
pressões do governo japonês", afirma Leandra Gonçalves,
coordenadora da Campanha de Baleias do Greenpeace.
A próxima reunião da CIB será em junho, no Chile, e essa será
uma boa oportunidade para que o governo brasileiro e dos demais
países latino-americanos contrários à caça reafirmem sua posição conservacionista,
defendendo a criação da área protegida no Atlântico Sul e atuando
de forma mais ativa para convencer outras nações a apoiar a
causa.
"Esperamos que o novo ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc,
compareça à reunião e assuma o papel de porta-voz da vontade da
população brasileira para a conservação das baleias. O Brasil pode
e deve ter uma atuação positiva e diferenciada na CIB", diz
Leandra.
Nosso continente não pratica e nem promove a caça de baleias e
tem sido internacionalmente reconhecido pelos esforços voltados à
pesquisa e uso não-letal, como o turismo
de observação de baleias - que rende um bilhão de dólares por ano
no mundo todo.
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Conheça mais detalhes da campanha de baleias no
Blog de Oceanos, atualizado pela campaigner Leandra
Gonçalves.
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Antártico e no Pacífico para promover pesquisas não-letais.
Contrabando de carne de baleia sob investigação da
Justiça no Japão.