Notícia - 20 - set - 2009
Gordon Brown mostra liderança em negociações sobre mudanças climáticas e constrange os governantes em dúvida
O primeiro-ministro inglês, Gordon Brown, anunciou ontem que
participará, em dezembro, da 15ª Conferência do Clima (COP 15).
Mais: na reunião do G-20, que acontece na semana que vem nos
Estados Unidos, ele tentará convencer seus colegas da importância
de participar do encontro.
A COP-15 é o momento que os líderes mundiais têm para decidir
sobre o futuro do planeta. Eles devem entrar em um acordo sobre um
regime político-econômico a ser seguido por todos que reduza
brutalmente a emissão de gases do efeito estufa e, assim, controle
o aquecimento global.
Apesar da urgência, as negociações sobre esse regime andam de
mal a pior. Além disso, a maioria dos governantes se furta a se
comprometer com a presença na conferência - o presidente Lula
inclusive.
Em um artigo publicado hoje na revista americana "Newsweek" (http://www.newsweek.com/id/215699),
Brown vai direto ao ponto. "Este é um momento histórico: é o teste
definitivo de cooperação global. Porém, as negociações caminham tão
vagarosamente que há um grande risco de o acordo não sair."
Segundo o diretor-executivo do Greenpeace no Reino Unido, John
Sauven, "Gordon Brown injetou um tom de urgência nos debates de
Copenhague ao concordar em ir".
"No momento, há uma distância enorme entre o que é preciso fazer
e o que os líderes mundiais estão prometendo. Os países ricos,
incluindo o Reino Unido, precisam concordar em cortes profundos nas
emissões domésticas assim como fechar um pacote financeiro para os
países pobres, que mais sofrerão com os impactos das mudanças no
clima", afirma Sauven. "Faltam apenas 76 dias até o começo das
discussões em Copenhague. Mais importante do que nunca, o foco deve
ser em obter sucesso nessas discussões."