Ativista fantasiado de presidente Bush em protesto, realizado em 2005 em frente ao consulado dos EUA em São Paulo, contra a política americana de boicote ao Protocolo de Kyoto.
Em seu discurso, nesta quarta-feira, durante o encontro dos
países mais poluidores do planeta, o presidente americano George W.
Bush fez o de sempre: em nada contribuiu para ajudar no combate ao
aquecimento global. Em vez de propor uma ação decisiva que
revertesse pelo menos parte de seu vergonhoso legado de dois
mandatos, em que obstruiu até não poder mais a discussão sobre as
mudanças climáticas, Bush propôs novamente um mecanismo voluntário
e não-obrigatório, absolutamente vago e que contraria o consenso
científico sobre a necessidade e urgência de uma ação imediata para
enfrentar o problema.
"Parar o crescente aumento das emissões americanas em 2025 é
completamente inconsistente comparado àquilo que os cientistas
consideram que é necessário para barrar um catastrófico aquecimento
global. De fato, a Europa concordou em reduzir suas emissões em 20%
com a promessa de reduzir em 30% no ano de 2020 caso os Estados
Unidos também o façam. Em vez disso, Bush está propondo uma meta
irrisória para 2025, que não reduzirá suas emissões domésticas, mas
simplesmente irá parar seu crescimento até 2025. Este objetivo é
tímido, tardio e coloca em risco os compromissos assumidos por
outras nações", afirma Christopher Miller, da campanha de clima do
Greenpeace nos Estados Unidos.
Em Bangcoc, durante reunião da ONU sobre o clima, proposta dos
países desenvolvidos de usar florestas tropicais como sumidouros de
carbono foi rejeitada. Confira aqui.
Diante de mais uma decepção, o mundo deve olhar além da
administração Bush e exigir do próximo ocupante da Casa Branca a
liderança e a visão estratégica necessária para que um país com o
peso e a responsabilidade atual e histórica como os Estados Unidos
faça seu dever de casa.
O presidente Bush tem permanentemente obstruído o Protocolo de
Kyoto, único tratado internacional a combater a questão das
mudanças climáticas, e continua se recusando a aceitar metas de
redução de emissões para os países industrializados.
"O único e legítimo fórum de discussão sobre mudança climática é
a ONU. Esperamos que o Brasil, que participa da reunião de Paris,
defenda essa posição com toda a propriedade", afirma Luis Piva,
coordenador da campanha de clima do Greenpeace no Brasil. "Além
disso, o país deve assumir seu compromisso pelo desmatamento zero e
demonstrar vontade política para realizar uma verdadeira revolução
energética", complementa Piva.
Pelo jeito, o Presidente Bush assumiu a presidência em 2001 como
um homem do petróleo vindo do Texas e sairá da presidência em 2009
como esse mesmo homem do petróleo vindo do Texas.
Leia também:
Mudanças climáticas afetarão milhões de pessoas na
Ásia.
Casal Menkel-Sarkozy em lua-de-mel com a indústria
automobilística
Mais eficiência energética e renováveis, menos
nuclear