Protesto exige que Europa ponha dinheiro na mesa para salvar o planeta

Notícia - 9 - mar - 2009
Cerca de 300 ativistas do Greenpeace bloquearam as saídas do prédio onde ministros de finanças da Europa se reuniram.

Ativistas do Greenpeace de 20 países diferentes bloqueiam prédio em Bruxelas onde ministro de finanças da Europa se reuniram para discutir financiamento ao combate de mudanças climáticas para países em desenvolvimento.

Se bilhões de dólares podem ser usados para salvar bancos falidos e seus gerentes, porque o mesmo não pode ser feito para salvar algo bem mais importante - o nosso planeta? Para exigir uma resposta, cerca de 300 ativistas do Greenpeace, de 20 diferentes países da Europa, bloquearam nesta terça-feira as saídas do prédio onde se reuniam ministros de finanças da União Européia. A polícia de Bruxelas entrou em ação e todos os manifestantes foram presos. A truculência policial levou três de nossos ativistas para o hospital. Os demais continuam na cadeia, mas nenhuma acusação formal foi feita até o momento.

Confira aqui as fotos do protesto.

Estava em discussão na reunião ministerial o financiamento para países em desenvolvimento combaterem as mudanças climáticas. Mas ao contrário dos pacotes rapidamente desenhados e postos em prática para salvar o sistema financeiro, salvar o planeta ainda encontra muita relutância e discussões infrutíferas.

"Estamos aqui para assegurar que eles coloquem dinheiro na mesa para enfrentar as mudanças climáticas", disse Thomas Henningsen, da campanha de clilma do Greenpeace Internacional. "Se o planeta fosse um banco, certamente receberia dinheiro."

As decisões tomadas hoje em Bruxelas vão influenciar diretamente a posição daEuropa na reunião da ONU sobre clima marcada para dezembro emCopenhague, na Dinamarca.

Uma nova reunião será feita na capital belga, nos próximos dias 19 e 20 de março, com chefes de Estado de toda a Europa, para bater o martelo sobre o tamanho do suporte financeiro que será dado aos países emdesenvolvimento para enfrentar as mudanças climáticas.

Para reduzir suas emissões de gases do efeito estufa e lidar com os impactos das mudanças climáticas, os países em desenvolvimento precisam de pelo menos 110 bilhões de euros por ano, até 2020, dos países ricos. A parte dos países europeus seria de pelo menos 35 bilhões de euros por ano, algo como 1,30 euro por semana por cidadão europeu - o preço médio de um bilhete de ônibus na Europa.

"Nossos líderes fracassaram em responder aos sinais de alerta para a crise financeira e nós agora estamos pagando o preço. Não podemos deixar que eles cometam o mesmo erro com a crise climática. Investimento substancial deve ser feito agora para se evitar as mudanças climáticas, caso contrário nos custará literalmente a terra", afirmou Joris den Blanken, diretor de política climática do Greenpeace Europa.

Para ajudar a levantar esses recursos, o Greenpeace apóia um novo sistema que coloca uma etiqueta de preço nas emissões de gases do efeito estufa e pede para que os países ricos paguem por sua 'pegada de carbono' de acordo com suas possibilidade e sua responsabilidade no problema.

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