Foram importantes vitórias! A primeira delas foi a maioria dos
países participantes votando a favor da criação da área de proteção
às baleias: foram 39 votos a favor, 29 contra e 3 abstenções.
Entretanto, para ser aprovada, a proposta do Santuário de Baleias
do Atlântico Sul, defendida desde 1999 pelo Brasil, Argentina e
África do Sul, necessitava de 75% dos votos.
"Apesar da não aprovação podemos afirmar que a proposta está
ganhando força dentro da Comissão", avaliou Leandra Gonçalves,
coordenadora da campanha de Baleias do Greenpeace. "Na Reunião de
St. Kittis e Nevis, no ano passado, não conseguimos nem sequer
propor o santuário", complementou.
Uma outra vitória importante foi a garantia de que a caça
comercial de baleias não será retomada. A decisão passa por cima de
uma resolução simbólica aprovada em 2006 pelos aliados baleeiros,
que afirmava que a proibição já não era mais necessária. O bloco
dos países conservacionistas, que inclui o Brasil, se mostrou mais
forte e consolidado. Além da não retomada de caça comercial, esses
países conseguiram apresentar o turismo de observação de baleias
como alternativa socioeconômica e científica para acabar com a
caça.
"Tivemos uma das maiores vitórias políticas dos últimos anos. A
abstenção dos países aliados ao Japão e a consolidação do bloco
latinoamericano com atitudes mais pró-ativas e integradas
contribuiu para a preservação das baleias", afirma Leandra
Gonçalves, coordenadora da campanha de Baleias do Greenpeace.
O Japão pediu autorização para que suas comunidades costeiras
pudessem caçar quantidades indeterminadas de baleias Minkes, como
caça de subsistência. A proposta japonesa foi imediatamente
rechaçada por uma coalizão de países que se opõem à caça de
baleias. Somente receberam aprovação da Comissão a continuidade das
capturas aborígenes de baleias pela Groenlândia, Alasca e Rússia.
"A proposta do Japão é uma forma velada de caça comercial de
baleias, apesar de os japoneses assegurarem que é apenas uma
atividade de subsistência dos povos locais", afirmou Leandra.
O Greenpeace mobilizou milhares de pessoas em vários países para
manifestar seu apoio à luta contra a caça comercial das baleias por
meio de manifestações públicas e com I-go, uma campanha inovadora
na internet. "Sem a participação ativa da sociedade não seria
possível comemorar esta vitória e mostrar ao mundo a importância da
conservação das baleias e golfinhos", reafirma Leandra.
A próxima reunião da CIB será em Santiago, Chile, em junho de
2008.