Madeira certificada pelo FSC (Forest Stewardship Council - Conselho de Manejo Florestal). O selo verde garante que a extração da madeira é feita de forma sustentável.
Acabou a moleza para a madeira ilegal da Amazônia. Pelo menos no
Estado de São Paulo, que anunciou nesta terça-feira a adoção de
medidas para coibir a entrada de material extraído ilegalmente da
região amazônica. A iniciativa, inédita no país, é fruto do termo
de compromisso em defesa da floresta amazônica assinado pelo
governo paulista em março de 2006 com o Greenpeace.
O ponto central da nova postura das autoridades de São Paulo é a
intensificação da fiscalização mas também a adoção de um modelo de
consumo mais responsável de madeira, exigindo garantias de
procedência de toda a madeira adquirida pela administração pública.
O governo passa também a exigir que todas as cidades participantes
do programa Municípios Verdes reduzam seu consumo de madeira nativa
da Amazônia.
São Paulo é hoje o maior consumidor mundial de madeira da
floresta amazônica e o Brasil é o quarto maior emissor de gases de
efeito estufa do mundo - 75% das suas emissões têm origem no
desmatamento da Amazônia principalmente.
Para Adriana Imparato, do programa Cidade Amiga da Amazônia, do
Greenpeace, as ações anunciadas pelo governo paulista são
promissoras. "Esperamos que outros estados e capitais brasileiras
sigam o modelo de São Paulo, tomando medidas efetivas de combate à
exploração predatória e ilegal de madeira, que é vetor do
desmatamento da Amazônia, com forte impacto no aquecimento global",
disse ela.
O governo paulista divulgou nota nesta terça-feira sobre o
assunto. Segue a íntegra:
Estado de São Paulo fecha suas fronteiras para madeira ilegal Amazônica
A Secretaria de Meio Ambiente do Estado de São Paulo, dentro do
projeto estratégico de governo "São Paulo Amigo da Amazônia",
inaugura diversas medidas de combate ao desmatamento da Amazônia,
coibindo a entrada e comercialização de madeira ilegal em seu
território.
A ordem é intensificar a fiscalização do transporte de madeira
nativa, principalmente a de origem Amazônica, nas divisas dos
Estados do Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e demais divisas
paulistas.
As operações serão coordenadas pela Polícia Militar Ambiental,
por meio das suas Unidades Especializadas de Policiamento, em
conjunto com o Instituto Florestal do Estado e a Fundação
Florestal, contando com o apoio das Policias Rodoviárias Estadual e
Federal.
A estratégia da operação é realizar bloqueios policiais de
fiscalização para conferência do documento de origem florestal
(DOF) e da guia florestal (GF), realizando de imediato a
tipificação e identificação da madeira transportada. Para isso,
serão disponibilizados pelo Instituto Florestal e pela Fundação
Florestal corpo técnico especializado na identificação dos
produtos, que comporão os bloqueios juntamente com os Policiais
Ambientais. As ações de fiscalização serão realizadas rotineira e
inopinadamente nos períodos diurno e noturno, garantindo assim, a
prevenção e repressão imediata dos delitos cometidos contra o Meio
Ambiente.
Estima-se que, anualmente, 24 milhões de metros cúbicos de
madeira em toras sejam extraídas da Floresta Amazônica, dos quais,
aproximadamente 15%, são absorvidos já desdobrados pelo mercado
paulista. O que torna o Estado de São Paulo o maior consumidor de
madeira nativa amazônica do mundo, perfazendo um total de 3 Milhões
e 600 mil metros cúbicos distribuídos em depósitos e consumidos
pelos mais diversos setores da economia paulista.
O projeto "São Paulo Estado Amigo da Amazônia" nasceu de um
compromisso assumido pelo governo com a ONG ambientalista
Greenpeace e prevê uma série de outras iniciativas. Entre elas o
consumo público responsável de madeira nativa Amazônica, exigindo
garantias de origem legal e estimulando a redução de seu uso para
fins descartáveis.
Como destaque, o governo incentivará a utilização de madeira
oriunda de florestas plantadas, assim como a valorizará de empresas
que utilizem madeira de origem sustentável.
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