Notícia - 4 - mai - 2008
Variedades da Syngenta e da Pioneer/Dow, criticadas por cientistas e opinião pública, serão avaliadas esta semana.
A Comissão Européia está sob pressão interna para rejeitar o plantio de duas variedades de milho transgênico no continente. Cientistas apontam problemas à biodiversidade e à vida selvagem.
A credibilidade da Comissão Européia poderá ficar seriamente
abalada se conseguir responder à intensa pressão existente para a
reforma da política européia relacionada aos transgênicos. O debate
há muito esperado será enfim realizado na próxima quarta-feira, dia
7 de maio.
Atualmente, cinco países europeus proíbem o cultivo de
transgênicos em seus territórios (França, Áustria, Polônia, Hungria
e Grécia) e outros 16 estão livres dessa tecnologia. O público europeu é claramente contra o consumo de
alimentos transgênicos e há pedidos de diversos
países-membros da União Européia para que o processo de autorização
dos produtos geneticamente modificados seja revisto. Atualmente,
esse processo se baseia apenas em dados fornecidos pela indústria,
ignorando-se a comunidade científica.
De imediato, os representantes da Comissão Européia podem
decidir o futuro de duas variedades de milho transgênico,
desenvolvidas pelas companhias Syngenta e Pioneer/Dow. O
departamento da Comissão encarregado de analisar e aprovar ou
rejeitar produtos transgênicos já propôs a rejeição de ambos os
cultivos. Há crescentes evidências científicas de que o inseticida
embutido nessas plantas pode afetar a vida selvagem e comprometer a
biodiversidade européia.
Também está em discussão na Comissão Européia a batata 'amflora'
da Basf - produto transgênico contendo um gene que dá resistência à
batata a certos antibióticos - há muitas dúvidas sobre sua
segurança. A Organização Mundial de Saúde (OMS), a Agência Européia
de Medicina e o Instituto Pasteur têm sérias dúvidas sobre os
possíveis impactos dessa batata na saúde humana e no meio
ambiente.
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