Notícia - 11 - mar - 2008
Manifestantes querem que o Ibama refaça o processo de licenciamento ambiental da usina, que pouco beneficiará a comunidade local.
Ambientalistas, quilombolas, integrantes de movimentos sociais,
agricultores familiares e pescadores promoveram hoje (12/03), em
frente ao prédio do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e
dos Recursos Naturais Renováveis) em São Paulo, uma manifestação
contra o parecer técnico do instituto que indicou a viabilidade
ambiental da Usina Hidrelétrica de Tijuco Alto, no Vale do Ribeira,
em São Paulo. O Greenpeace esteve presente na manifestação em apoio
à campanha, cujo objetivo é conseguir o compromisso do Ibama de
refazer o processo.
Para os manifestantes, a usina, se construída, irá gerar energia
apenas para a Companhia Brasileira de Alumínio (CBA). Segundo as
entidades, a população da região não será beneficiada e os impactos
sociais e ambientais que serão causados nas comunidades não estão
sendo levados em consideração.
"O Brasil não quer e nem precisa de propostas de geração de
energia com impactos ambientais e sociais tão altos. Podemos
utilizar a eficiência energética e a geração em menor escala para
atender nossas necessidades de desenvolvimento com
sustentabilidade", afirmou Marcelo Furtado, diretor de campanhas do
Greenpeace Brasil, que esteve presente à manifestação.
De acordo com os representantes da sociedade civil, a usina
causará, além da retirada de comunidades da área, inundação de
sítios arqueológicos e até de três cavernas, além da perda de
biodiversidade.
Representantes do Ibama e das entidades se reuniram nessa tarde.
Porém, de acordo com a assessoria de imprensa do instituto em São
Paulo, qualquer decisão sobre o assunto sairá de Brasília, onde as
questões são deliberadas.