Notícia - 11 - set - 2007
Prefeitura oficializa compromisso com Greenpeace e veta madeira sem documentação de origem nas obras e serviços contratados pela cidade.
O prefeito de Sorocaba (SP), Vitor Lippi, assinou nesta
quarta-feira, em solenidade na prefeitura, o decreto que estabelece
critérios para a compra de madeira pelo município, tornando-o um
dos mais avançados entre os participantes do Programa Cidade Amiga
da Amazônia, do Greenpeace.
A partir de agora, a madeira comprada pela prefeitura de
Sorocaba ou utilizada em obras públicas e serviços deve ter
comprovação de origem legal. O uso de produtos madeireiros pelo
poder público também passa a ocorrer de forma mais racional e sem
desperdício.
"Com a assinatura desse decreto, Sorocaba garante que não apenas
não contribui para o desmatamento ilegal da floresta amazônica, mas
também dá os primeiros passos em direção ao consumo público
responsável", afirma Márcio Astrini, da campanha Amazônia do
Greenpeace.
Segundo o governo federal, atualmente, 63% da madeira
proveniente da Amazônia é extraída ilegalmente. Para o Greenpeace,
essa parcela pode chegar a 80%. A maioria é utilizada no Sul e
Sudeste do país, sendo o poder público o maior cliente desse
mercado. Para cada árvore extraída de forma predatória, sem manejo
adequado, em média, outras 27 árvores são danificadas.
O Programa Cidade Amiga da Amazônia foi criado pelo Greenpeace
em 2005 e conta com 37 membros: o governo do estado de São Paulo e
24 cidades paulistas, duas pernambucanas e cinco gaúchas, além de
Fortaleza, Salvador, Manaus. Carmo do Cajuru (MG) e Apucarana
(PR).