Para combater o aquecimento global, devem ser estabelecidas metas claras de corte de emissões de CO2
O desenvolvimento de uma economia baseada em baixas emissões
decarbono é perfeitamente possível e até mais econômico para o
planeta doque o atual modelo baseado em combustíveis fósseis. Para
defender esseponto de vista, está no Brasil o economista inglês
Nicholas Stern, quediscutirá o assunto nesta terça-feira, em São
Paulo, com empresários eespecialistas brasileiros.
Stern, ex-vice-presidente e economista-chefe do Banco
Mundial,ex-secretário executivo do Tesouro Britânico e atual
conselheiro dogoverno britânico, é autor do relatório que em 2006
calculou osimpactos econômicos do aquecimento global para a
economia do mundo.Segundo o Relatório Stern, os impactos devem
consumir 20% do ProdutoInterno Bruto (PIB) mundial até o ano de
2100.
Em abril de 2008, Stern publicou um novo documento,
denominado"Elementos-Chave para um Acordo Global sobre Mudanças
Climáticas", compropostas para um acordo sobre o tema que será
discutido durante aConferência das Partes da ONU, que será
realizada em Copenhague, em2009.
"O fim do desmatamento é a maneira mais barata e rápida de
salvar oclima", afirma Paulo Adario, diretor da campanha da
Amazônia doGreenpeace que estará presente ao debate.
"75% das emissões brasileiras são provenientes do desmatamento e
uso daterra. A queima das florestas brasileiras polui oito vezes
mais quetodos os meios de transporte do país. No mundo, 20% do gás
carbônicoliberado vêm da destruição das florestas."
Participarão ainda do debate que acontece das 9 às 12 horas
destaterça-feira no Auditório da Fiesp (avenida Paulista, 1313, São
Paulo),Suzana Khan (secretária de Mudanças Climáticas do Ministério
do MeioAmbiente), Sérgio Abranches (diretor do site O Eco), José
AugustoFernandes (secretário executivo da Confederação Nacional da
Indústria -CNI) e Paulo Skaf (presidente da Fiesp).
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Greenpeace.
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