Notícia - 11 - jun - 2008
Protesto realizado em Brasília e Santiago, no Chile, critica apoio do país à caça. O Suriname pretende votar contra a moratória e o Santuário do Atlântico Sul na próxima reunião da Comissão Internacional Baleeira (CIB).
Ativistas estendem faixas em frente à embaixada do Suriname, em Brasília, para protestar contra a posição pró-caça de baleias do país. As mensagens foram escritas em português e em holandês - língua falada no Suriname, uma ex-colônia da Holanda.
Por ser o único país na América do Sul a apoiar a caça de
baleias, o Suriname se tornou alvo de protestos nesta quinta-feira
de ativistas do Greenpeace, que pediram no Brasil e no Chile que o
país reflita sobre sua posição e não vote contra a moratória à caça
comercial e a criação do Santuário de Baleias do Atlântico Sul na
próxima reunião da Comissão Internacional Baleeira (CIB), que será
realizada entre os dias 23 e 27 deste mês em Santiago, do
Chile.
Ativistas do Greenpeace Brasil estenderam faixas em frente à
embaixada do Suriname, em Brasília, contra esse posicionamento
pró-caça do país, e entregaram uma carta à embaixadora Mavie
Demon-Belfraf com um pedido para que a posição do país seja revista
na reunião da CIB.
"Nosso alvo não é a população do Suriname, mas o governo, que
parecerepresentar mais os interesses do Japão do que de seu próprio
país", afirma Leandra Gonçalves, coordenadora da campanha debaleias
do Greenpeace Brasil.
O governo do Suriname iniciou sua participação na CIB em 2003 e
sempre se posicionou a favor de todas as propostas apresentadas
pelo Japão, apesar de não estar envolvido em nenhum tipo de
atividade de caça nem contar com a carne de baleia como item de sua
dieta. A maior parte da população se opõe à caça e o único órgão
favorável no país à atividade é o Ministério da Agricultura e da
Pesca, que nunca apresentou justificativas científicas para esse
posicionamento.
Os demais países da América do Sul não praticam a caça de
baleias e têm sido internacionalmente reconhecidos pelos esforços
voltados à pesquisa e uso não-letal, como o turismo de observação -
que rende um bilhão de dólares por ano no mundo todo.
"O Suriname deveria buscar reconhecimento pelas suas ações de
preservação do meio ambiente e não por ser uma ameaça à
conservação", diz Samuel Leiva, ativista do Greenpeace Chile. ""Sua
política na CIB é uma vergonha para todos nós e esperamos que essa
postura seja mudada."
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