Notícia - 22 - jun - 2008
Embaixadas do Japão em todo o mundo receberam milhares de cartas-protesto pedindo a liberação dos ambientalistas.
O tribunal de Amori, no Japão, rejeitou apelo para libertar os
dois ativistas do Greenpeace detidos na última sexta-feira (20/6) por
expor um esquema de contrabando de baleia, envolvendo funcionários
do governo japonês. Junichi Sato e Toru Suzuki passarão mais nove
dias na prisão.
Mais de cem mil pessoas de todo o mundo enviaram cartas de
protesto ao primeiro ministro do Japão, Yasuo Fukuda, e para o
Ministo do Exterior, Masahiko Koumura, por meio das embaixadas de
28 países: O conteúdo da carta é o seguinte:
Caros ministros,
Escrevo para protestar, de maneira
incisiva, contra a prisão de Junichi Sato e Toru Suzuki, que
denunciaram o contrabando de carne de baleias no Japão.
Esses ativistas são inocentes. Eles
devolveram a caixa de carne de baleias roubada da população
japonesa que paga impostos. Eles cooperaram abertamente com a
Polícia devolvendo a carne de baleia e apresentaram um dossiê
completo de como ela foi obtida.
Com as evidências apresentadas, o
promotor público de Tóquio deu início a uma investigação sobre o
contrabando de carne de baleia que levanta sérias dúvidas sobre a
escala e a extensão da irregularidade no programa de caça às
baleias promovida pelo Japão na Antártica.
Essa investigação pode chegar às mais
altas instâncias do governo japonês. Os responsáveis pelo escândalo
têm que ser punidos. Prender ativistas que denunciaram o escândalo
não é aceitável e sugere que a corrupção que eles revelaram à
atenção mundial corre solta no governo japonês.
É um princípio essencial da
democracia que aqueles que agem para expor irregularidade de um
governo não devem estar sujeitos à intimidação ou ameaças.
Por favor, libertem os ativistas e
persigam os criminosos.
Atenciosamente,