Um relatório lançado hoje pelo Greenpeace e a Associação
da Indústria Fotovoltaica Européia (AIFE) prevê um futuro
brilhante para a indústria da energia solar. O relatório Geração Solar
2007 (1) demonstra o crescimento acentuado do mercado
fotovoltaico dos últimos anos e projeta que essa indústria pode
atingir um volume anual de 300 bilhões de euros até 2030, criando
6.5 milhões de empregos e suprindo 9,4% da demanda mundial por
eletricidade.
O relatório enfatiza os benefícios e a forma de proporcionar
energia elétrica a 2,9 bilhões de pessoas vivendo em países em
desenvolvimento, como o Brasil. O recente incremento da
eletricidade fotovoltaica é apenas uma amostra do que está por
vir.
"A utilização de painéis solares fotovoltaicos pode eliminar a
emissão de bilhões de toneladas de CO2, criar milhões de empregos e
levar eletricidade a bilhões de pessoas que hoje não têm acesso à
rede elétrica", afirma Sven Teske, coordenador da campanha
internacional de energia renovável do Greenpeace. "Os geradores
solares logo estarão competindo com centrais elétricas, já que
produzem eletricidade a preços competitivos exatamente onde ela é
necessária - nas casas."
Desde 1998, o mercado de energia solar fotovoltaica cresceu a
uma taxa de 35% por ano e hoje gira mais de 9 bilhões de euros
anualmente. Em 2006, a capacidade total instalada de sistemas
fotovoltaicos atingiu um novo pico de 6.500 MWp, comparado aos
1.200 MWp de 2000. Esse crescimento mostra que, em algumas áreas,
será mais fácil tornar-se competitivo nos preços finais para o
consumidor até 2015.
A indústria solar é um elemento-chave para reduzir a emissão de
gases estufa relacionada ao consumo energético. Em 2030, a taxa de
redução anual de emissões de CO2 deve estar em torno de 1 bilhão de
toneladas/ano, o equivalente às emissões totais da Índia no ano de
2004, ou às emissões de 300 usinas termelétricas a carvão. O saldo
acumulado de economia de emissões atingiria 6,6 bilhões de
toneladas em 2030.
Segundo Winfried Hoffmann, da AIFE, "a indústria solar
fotovoltaica vai investir, de agora até 2010, 14 bilhões de euros
na expansão de fábricas de painéis fotovoltaicos no mundo todo. A
produção em massa vai possibilitar a redução dos custos e esperamos
ter preços finais competitivos para o consumidor, em determinadas
regiões, até 2015."
O Greenpeace e a AIFE conclamam os governos a garantirem
investimentos em energia fotovoltaica, incentivando programas como
as tarifas feed-in que garantem um preço fixo para cada
kilowatt-hora de energia solar disponibilizado à rede elétrica.
"A indústria está comprometida a fazer da geração de energia
fotovoltaica um sucesso, mas necessita de ajuda e de vontade
política. O mundo está pronto para uma revolução energética, mas os
governos têm que apoiar sua retórica contra o aquecimento global em
ações concretas para o desenvolvimento das energias renováveis,
como a tecnologia fotovoltaica", concluiu Teske.
Notes: (1) Geração Solar 4 – Eletricidade solar para mais de um bilhão de pessoas e dois bilhões de empregos até 2020 – AIFE/Greenpeace Internacional, setembro de 2007. O Greenpeace e a Associação da Indústria Fotovoltaica Européia produziram a quarta edição do relatório Geração Solar, com atualizações sobre a contribuição que a energia solar pode trazer para a oferta global de energia. O nome Geração Solar significa que o estudo pretende definir o papel da energia solar para a população que nasce hoje no planeta e será consumidora de energia.