Caminhão decorado especialmente pelo Greenpeace para transportar o Tauari da Amazônia para o sudeste brasileiro.
A árvore que saiu da Amazônia para denunciar a triste realidade
do desmatamento chegou à cidade grande. A exposição itinerante do
Greenpeace estará no Parque Villa Lobos, em São Paulo, durante todo
o final de semana. Milhares de pessoas já visitaram a exposição,
que foi aberta no final de semana passado (23-25/11) na
praia de Copacabana, no Rio de Janeiro.
Além da imensa tora de tauari totalmente queimada e de exibições
de vídeos, seis painéis fotográficos de 3 x 4 metros trazem imagens
de queimadas, desmatamentos e impactos das mudanças climáticas. O
objetivo do Greenpeace é chamar a atenção das pessoas que vivem
distante da Amazônia sobre o papel da floresta na manutenção do
equilíbrio climático global. Durante a exposição, voluntários
distribuem informações e recolhem assinaturas pedindo que o
presidente Lula adote as medidas necessárias para zerar o
desmatamento na Amazônia e, assim, contribuir para reduzir as
emissões brasileiras de gases que provocam o aquecimento
global.
Mais de 4.500 pessoas já participaram - cerca de 2.600 pessoas
no Rio de Janeiro, Porto Alegre, Salvador e Manaus. A participação
pela internet também ganhou impulso, nos últimos dias, atingindo
mais de 2.100 adesões à corrente pelo
desmatamento zero.
A exposição do Greenpeace acontece às vésperas da Conferência da
ONU sobre Clima, em Bali, na Indonésia, onde delegações de 189
países vão se reunir para debater formas de combater o aquecimento
global, incluindo as emissões provenientes da destruição das
florestas tropicais. A destruição destes ecossistemas é
responsável, hoje, pela emissão global de 20% de gases do efeito
estufa. No Brasil, essa conta é ainda mais perversa: 75% do total
de emissões brasileiras vêm dos desmatamentos, principalmente na
Amazônia, e mudanças no uso do solo.
O Tauari é a segunda árvore conseguida pelo Greenpeace para
realizar a exposição itinerante. A primeira era uma castanheira,
espécie protegida por lei, também queimada e derrubada ilegalmente
em uma área pública no oeste do Pará. Após sua coleta, em outubro,
oito ativistas foram
cercados por madeireiros e pela população local de Castelo dos
Sonhos e obrigados a se refugiar na base do Ibama por quase 40
horas. A tora, de 13 metros, ficou retida na cidade. Mas, não
desistimos e conseguimos trazer outra árvore para realizar a
exposição.
A tora de tauari saiu do sul do Amazonas e percorreu mais de
quatro mil quilômetros, cruzando seis estados, até chegar à São
Paulo. Ela ficará exposta no Parque Villa Lobos, próxima à entrada
principal, durante todo o final de semana, das 09 horas às 18
horas.
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