O potencial de países como o Brasil para a geração de energia por meio de fazendas eólica é gigantesco e o custo (financeiro e ambiental) bem menor do que o de fontes sujas como a nuclear.
A Comissão do Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização
e Controle (CMA) do Senado propôs na quinta-feira a elaboração de
um novo marco regulatório para a energia eólica no Brasil até o dia
30 de julho. A proposta foi apresentada durante audiência pública
sobre a ampliação da participação da energia eólica na matriz
energética brasileira.
A elaboração do documento prevê a participação da Comissão
Especial de Fontes Renováveis de Energia da Câmara dos Deputados,
representantes do governo federal, estadual e municipal, a
associação brasileira de energia eólica e entidades ligadas à
pesquisa e à produção de energias renováveis.
"O Greenpeace vai acompanhar de perto esse trabalho para
garantir que o marco regulatório seja ambicioso e impulsione o
desenvolvimento da energia eólica no País", afirma o coordenador de
campanhas do Greenpeace Brasil, Ricardo Baitelo.
"Este é o elemento fundamental para consolidar um mercado ainda
insipiente no Brasil, mas que movimentou US$ 38 bilhões no mundo em
2007", completa Baitelo.
Confira aqui o relatório A Caminho da Sustentabilidade Energética,
do Greenpeace, que analisa as políticas brasileiras para o mercado
de energias renováveis e o panorama mundial do setor.
O marco regulatório pretende viabilizar o desenvolvimento da
energia eólica no país.
"O aproveitamento do enorme potencial eólico será decisivo para
a manutenção de uma matriz elétrica limpa e para a segurança
energética do país. A geração hidrelétrica depende fortemente do
regime de chuvas e durante o período de seca o país é obrigado a
acionar termelétricas movidas a combustíveis fósseis para completar
a geração. A geração eólica é mais forte justamente neste período e
será decisiva para evitar as emissões destas termelétricas",
explica Baitelo.
O Conselho Global de Energia Eólica (GWEC, na sigla em inglês)
viu com otimismo as últimas iniciativas brasileiras.
"Recebemos com alegria as notícias sobre iniciativas políticas
desta semana para o desenvolvimento da energia eólica no Brasil.
Tanto o encontro entre governadores e o Banco do Nordeste
na segunda-feira, quanto o anúncio, na audiência da criação
de uma comissão especial de energias renováveis para estabelecer o
marco regulatório para a energia eólica são passos importantes",
declarou Ramón Fiestas, representante do conselho.
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