Notícia - 19 - jul - 2009
O Wal-Mart reafirmou hoje sua posição de não comprar carne proveniente de área desmatada na Amazônia enquanto o setor não apresentar um sistema de rastreamento do produto.
Fazenda Monte Fusco, em Figueirópolis d´Oeste, Mato Grosso.
Na prática, diz que o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) que
os frigoríficos atuantes no Pará assinaram com o Ministério Público
Federal é um bom avanço, mas não é suficiente.
Para André Muggiati, coordenador da campanha da Amazônia no
Greenpeace Brasil, a nota mostra claramente a posição do Wal-Mart
em defender o interesse de seus consumidores e da sociedade
brasileira, que não querem compactuar com o desmatamento da
Amazônia. "Esperamos que essa decisão seja adotada pelas demais
redes de supermercados, como um claro recado ao agronegócio de que
não há mais espaço para produtos que destroem o maior patrimônio
brasileiro e causam mudanças climáticas."
NOTA DE ESCLARECIMENTO SOBRE COMPRA DE
CARNE DO PARÁ
O Wal-Mart mantém a sua posição na suspensão da compra de carnes
provenientes de fazendas do Pará, mesmo após a assinatura do Termo
de Ajuste de Condutas (TAC) por parte de frigoríficos que atuam na
região.
A empresa é contrária ao movimento de retomar as compras sem que
um processo de auditoria independente com garantia de origem da
carne desta região seja estabelecido.
O Wal-Mart reconhece os esforços das empresas e produtores que
atuam na região e entende que a assinatura do TAC é um bom avanço
para a construção de uma cadeia de suprimentos de carne mais
responsável. A empresa também está sensível a pressão econômica e
social que este embargo tem acarretado a região.
"Temos um compromisso com o meio ambiente e com os nossos
consumidores. Só voltaremos a fazer negócios com a região após
acordo e alinhamento do plano de auditoria proposto inicialmente
pelo setor. Entendemos que isso é o mais correto a fazer no momento
e está em linha com as expectativas dos nossos clientes", afirma
Héctor Núñez, Presidente do Wal-Mart Brasil.
O Wal-Mart assumiu o compromisso de garantir a implementação de
um processo de auditoria de origem com todos os frigoríficos com os
quais trabalha no Brasil, independente da região de atuação. A
empresa está em processo de aprovação destes planos cujos
resultados iniciais devem estar prontos em aproximadamente 60
dias.