Arctic Sunrise

Página - 7 - abr - 2010
O Arctic Sunrise é um navio quebra-gelo de pesquisa, próprio para navegação nos polos.

13/08/2013 - Navio Arctic Sunrise em ação no mar de Barents ao norte da Rússia. © Will Rose / Greenpeace

Ele começou como inimigo: foi construído em 1975 para caçar focas. Navios como esse eram o alvo do Greenpeace nos anos 1980. Lançado em junho de 1996 como integrante da frota do Greenpeace, começou um tour pelas plataformas de petróleo inglesas e norueguesas no mar do Norte. Em 1997, conduziu o Tour Ártico, com ações diretas contra companhias petrolíferas e documentação dos efeitos do aquecimento global.

No ponto oposto do planeta, o Arctic Sunrise foi atrás de baleeiros japoneses, que caçam comercialmente na Antártida sob a desculpa de pesquisa científica, e de piratas que pescavam ilegalmente na Patagônia. Em 2000, o navio entrou na campanha contra o sistema de defesa Star Wars, do governo norte-americano, que poderia dar início a mais uma corrida armamentista nuclear.

No ano seguinte, ele veio para a América Latina em campanha contra o lixo tóxico. Em janeiro, esteve no Brasil para a “Expedição das Américas: chega de poluição”, que serviu de plataforma para protestos, denúncias e trabalhos com comunidades vítimas da poluição industrial.

Brasil

O Arctic Sunrise retornou ao país em setembro de 2001 para uma expedição na Amazônia, onde permaneceu por três meses denunciando a exploração ilegal de madeira, promovendo o manejo sustentável da floresta e realizando trabalhos com grupos locais vítimas da violência de madeireiros.

A campanha de transgênicos recebeu o Arctic Sunrise em 2004, com a expedição “Brasil melhor sem transgênicos”. O objetivo era divulgar os riscos oferecidos pelos alimentos geneticamente modificados e promover a produção de não transgênicos na economia brasileira.

Em 2006, o navio voltou com a expedição “Viva Amazônia”, que em dois meses passou, respectivamente, por Porto Alegre (RS), Santos (SP), Salvador (BA), Recife (PE), Fortaleza (CE), Belém (PA) e Manaus (AM) e recebeu mais de 25 mil pessoas. Propondo ações de proteção à floresta, como a implementação de uma rede de áreas protegidas e de uso sustentável e o consumo responsável de produtos florestais, foi possível levar a realidade de regiões remotas da Amazônia para grandes centros urbanos do nosso litoral.

Veja a câmera ao vivo do Arctic Sunrise.

A última visita do Arctic Sunrise ao país foi em 2009, com a expedição da campanha de clima “Salvar o planeta. É agora ou agora”. Em um tour de três meses pela costa brasileira, foram sete cidades visitadas e 22 mil visitantes. Durante sua passagem por Manaus (AM), Santarém, Porto de Moz e Belém (PA), o foco da expedição foi o fim do desmatamento na Amazônia. Ao longo da costa brasileira, de Fortaleza a Santos, a expedição contribuiu para o debate sobre a preservação dos oceanos, a necessidade urgente de investimentos para fontes renováveis de energia e os perigos da aventura nuclear brasileira, todos entrelaçados com a temática do aquecimento global.

Informações técnicas do Arctic Sunrise

Porto de registro: Amsterdã, Holanda
Nome formal: Polarbjorn
Dia de comissionamento: 1995
Número de camas: 28
Barcos infláveis: 4
Heliporto: Sim
Tipo de navio: Sea-going motor yacht
Identificação: PCTK
Construção: 1975 por AS Vaagen Verft
Tonelagem bruta: 949 toneladas
Comprimento: 49,62 metros
Largura: 11,50 metros
Arrasto: 5,30 metros
Velocidade máxima: 13 nós
Motor principal: MAK 9M452AK 2495 IHP 1619kW
Motores auxiliares: 2 Deutz BF6M716 208hp (175 kVA)
Motores laterais: 400 HP cada


Arctic Sunrise


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Convés de abrigo


Reservatório de combustível