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São Francisco, Estados unidos — Imagens de lixões asiáticos são projetadas na fachada do prédio da MacWorld Expo 2007, em São Francisco, desafiando empresa de Steve Jobs a revolucionar pra valer os produtos eletrônicos da marca

Todos os anos, é grande a expectativa para saber qual a novidade da Apple a ser divulgada na MacWorld Expo, badalada feira mundial da marca que acontece anualmente em São Francisco, nos EUA. Por seu péssimo desempenho no Guia de Eletrônicos Verdes do Greenpeace (ficou em último lugar entre 14 empresas avaliadas, ver aqui), Steve Jobs bem que poderia ter anunciado, na edição inaugurada nesta segunda-feira, dia 8, a total eliminação de substâncias tóxicas de seus produtos, além da adoção de políticas sérias de reciclagem.

Fizemos um exercício de futurologia e a cena seria mais ou menos assim.

Sem dúvida, algo tão ou mais revolucionário do que o lançamento do iPod. O fundador da empresa, Steve Jobs, no entanto, preferiu lançar mais um aparelho tecnológico - um novo tipo de telefone celular.

A Apple vem sendo desafiada a se tornar mais verde e ativistas do Greenpeace reforçaram a questão na abertura da MacWorld deste ano, projetando na fachada do prédio onde ocorria o evento imagens de lixões asiáticos onde muitos produtos eletrônicos são despejados no final de suas vidas úteis. Pela popularidade que atingiram mundo afora, não seria difícil encontrar iPods e iMacs no meio daquele entulho todo.

As fortes imagens de produtos sendo derretidos e desmontados, soltando substâncias tóxicas no meio ambiente, foram mostradas na fachada da loja da Apple para os muitos entusiastas da marca que chegavam à cidade californiana para a feira anual. O Greenpeace está desafiando a empresa a se tornar uma opção verde no universo de consumo de eletrônicos e também convidando os fãs da marca a contribuírem com idéias e sugestões para tornar a Apple ambientalmente responsável.

"A Apple é líder em design e criatividade, e estamos encorajando a empresa a expandir esse 'know-how' inovador para transformar todos os seus produtos ambientalmente responsáveis", afirmou Rick Hind, diretor legislativo da campanha de Tóxicos do Greenpeace dos Estados Unidos. "Nosso propósito aqui é lembrá-los de que fabricar produtos com substâncias tóxicas não é uma boa opção."

O lixo eletrônico é a fonte de lixo tóxico que mais cresce no mundo hoje. Boa parte dele acaba nas mãos de crianças em lixões na Índia e em outros países em desenvolvimento. Muitas empresas estão seguindo as recomendações indicadas pelo Greenpeace em seu Guia de Eletrônicos Verdes para eliminar a maior parte das substâncias tóxicas de seus produtos e estão adotando políticas de reciclagem para assumirem total responsabilidade sobre o destino de produtos eletrônicos velhos, onde quer que sejam vendidos no planeta.