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O seu direito de saber o que está comendo

Desde 2004, está em vigor no Brasil um decreto que obriga as empresas de alimentos a informarem no rótulo se o produto foi fabricado com mais de 1% de ingredientes transgênicos. Para isso, elas devem colocar, em local visível, um triângulo amarelo com a letra T, em preto, no meio. Esse símbolo indica que o produto foi fabricado com algum ingrediente transgênico. A rotulagem é determinada a partir da matéria-prima, e não sobre o produto final. Isso porque alguns produtos tem o DNA destruído durante seu processo de fabricação - é o caso dos óleos, margarinas, maioneses e gorduras vegetais. Como o teste de detecção de transgenia é feito sobre o DNA, esses produtos não podem ser testados em laboratório. Por isso é tão importante a rotulagem na matéria-prima; é ela que vai garantir que você saiba o que está comprando no supermercado.


Os primeiros produtos rotulados começaram a chegar aos supermercados brasileiros no início de 2008. Os óleos Soya e Primor, fabricados pela Bunge, e os óleos Liza e Veleiro, fabricados pela Cargill, foram denunciados pelo Greenpeace em 2005 por serem feitos com soja transgênica e não terem o triângulo amarelo em seus rótulos. Com base nessa denúncia, o Ministério Público iniciou um processo jurídico para obrigar as empresas a se adequarem à legislação e informarem seus clientes.


Sem dúvida, essa é uma grande vitória dos consumidores brasileiros. Mas ainda não significa que o direito à informação está sendo totalmente respeitado. Algumas empresas continuam desrespeitando o seu direito de saber o que está comendo, porque usam ingredientes transgênicos e não informam isso nos rótulos. Por isso, o Greenpeace produziu o Guia do Consumidor, que é uma ferramenta fundamental para os brasileiros que querem ter certeza do que estão comendo e que não querem colaborar com a destruição do meio ambiente.