1997/2000 - 2001/2002 - 2003 - 2004 - 2005 - 2006 - 2007 - 20081997/2000
Dezembro de 1997 – Ativistas do Greenpeace bloqueiam o desembarque de um carregamento de soja geneticamente modificada - o primeiro a ter sido autorizado pela CTNBio - vindo dos Estados Unidos, no Porto de São Francisco do Sul, Santa Catarina. Esta foi a primeira ação do Greenpeace contra os transgênicos no Brasil.
Junho de 1998 – A Monsanto envia à CTNBio pedido de liberação comercial de soja transgênica. A soja Roundup Ready é objeto do primeiro pedido para uso em escala comercial – até então todos os pedidos haviam sido para cultivo experimental.
Julho de 1998 – A 6ª Vara da Justiça Federal de Brasília determinou que a Associação Brasileira de Óleos Vegetais (Abiove) modificasse os rótulos de todos os óleos feitos a partir de soja transgênica para que as embalagens trouxessem informações sobre a composição do óleo e sobre os riscos à saúde.
Setembro de 1998 – A 11ª Vara da Justiça Federal, aplicando o princípio da precaução, concede liminar ao Greenpeace e ao Idec (Instituto de Defesa do Consumidor), proibindo a União de autorizar o plantio comercial de soja transgênica enquanto não regulamentar a comercialização de produtos geneticamente modificados e realizar estudo prévio de impacto ambiental. O princípio de precaução que consta do artigo 225 da Constituição Federal brasileira pode ser assim resumido: "quando uma atividade representa ameaças de danos ao meio ambiente ou à saúde humana, medidas de precaução devem ser tomadas, mesmo se algumas relações de causa e efeito não forem plenamente estabelecidas cientificamente".
Dezembro de 1998 – Greenpeace e Idec obtêm liminar junto à 6ª Vara da Justiça Federal, de Brasília, estabelecendo a obrigatoriedade da segregação dos plantios transgênicos para garantir o processo de rotulagem final dos produtos.
Maio de 1999 – Reunidos em Recife, os 27 Secretários Estaduais de Agricultura decidem, por unanimidade, encaminhar moção propondo que a transgenia não deva ser liberada no Brasil enquanto não seja conhecido o impacto sobre os orçamentos dos estados e as incertezas nas pesquisas.
Junho de 1999 – O Ministério da Justiça elabora um projeto de portaria exigindo a rotulagem de todo alimento geneticamente modificado ou que tenha no seu processo industrial algum componente obtido por esse método. O Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama) aprova proposição reafirmando a necessidade de licenciamento ambiental e de realização de Eia-Rima para que se permita o lançamento de transgênicos no meio ambiente.
Setembro de 1999 – Greenpeace entra com representação no Ministério Público Federal contra a CTNBio, acusada de conduta imoral por aceitar o patrocínio de empresas produtoras de sementes transgênicas para a realização do I Congresso Brasileiro de Biossegurança, no final do mês.
Fevereiro de 2000 – Através de denúncia, o Greenpeace impede o descarregamento de uma carga de 30 mil toneladas de milho suspeita de conter transgênicos. A carga, vinda dos EUA, pertencia à Perdigão, que se comprometeu a reexportar todo o milho.
Maio de 2000 – O Greenpeace novamente denuncia ao Ministério Público cargas possivelmente transgênicas que chegavam ao porto de São Francisco do Sul (SC). Através de ações cautelares, a Justiça Federal proíbe desembarque das cargas de milho argentino, respectivamente encomendadas pelas companhias Perdigão e Pena Branca, em qualquer porto nacional.
Junho de 2000 – Greenpeace e Idec lançam o resultado de análise de 42 produtos brasileiros. Onze deles apresentam contaminação por transgênicos.
Junho de 2000 – Greenpeace e organizações de defesa do consumidor fazem protesto na frente da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) no momento em que a comissão se prepara para divulgar parecer sobre a importação de milho transgênico.
Julho de 2000 – Greenpeace condena nota divulgada por FHC e assinada por seis Ministros, na qual o executivo federal se posiciona a favor da produção de transgênicos no país, antes que sejam feitas pesquisas independentes comprovando que estes organismos não oferecem riscos à saúde e ao meio ambiente.
Setembro de 2000 – Greenpeace divulga uma nova lista de produtos contaminados com transgênicos e lança campanha pública “Transgênicos no meu prato não!” com objetivo de alertar a população sobre o risco dos transgênicos. Ativistas distribuem cartões postais para que a população proteste junto a Knorr, da multinacional Unilever, reincidente no teste.