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2001/2002
Abril de 2001 – Primeiro Tribunal Popular sobre Transgênicos, realizado em Fortaleza, condena os transgênicos por unanimidade.
Julho de 2001 – Equipe Caça-Transgênicos do Greenpeace isola área de plantio ilegal de milho geneticamente modificado da empresa Monsanto, em Santa Cruz das Palmeiras (SP). Dois dias depois, Greenpeace entrega um nariz de Pinóquio à Monsanto, acusando a empresa de mentir ao declarar que possuía registro para o seu campo experimental de milho transgênico.
Julho de 2001 – Ibama determina que a Monsanto destrua os 2,45 hectares de área experimental de milho transgênico Bt, denunciada pelo Greenpeace.
Julho de 2001 – Equipe Caça-Transgênicos do Greenpeace entrega documentos à polícia e pede investigação sobre a existência de plantio ilegal de milho transgênico na estação experimental da Monsanto, em Cachoeira Dourada (MG).
Julho de 2001 – Ministro da Agricultura, Pratini de Moraes, anuncia que irá conceder o registro de seis variedades de soja transgênica para comercialização e produção no Brasil. Ativistas do Greenpeace entregam Constituição Federal ao Ministro da Agricultura advertindo que a soja transgênica da Monsanto não poderá ser liberada para a comercialização e cultivo no Brasil enquanto não forem feitos os estudos de impacto ambiental.
Agosto de 2001 – Greenpeace divulga o resultado da pesquisa de opinião realizada pelo IBOPE, revelando que 74% da população diz não aos transgênicos e 67% acha que o plantio de transgênicos deve ser proibido até que haja consenso na comunidade científica sobre a segurança alimentar e ambiental destes organismos.
Agosto de 2001 – Testes de transgênicos solicitados pelo Greenpeace indicam a presença de transgênicos em sete produtos comercializados nos supermercados brasileiros.
Setembro de 2001 – Durante a abertura do Seminário “OGMs: fatos e mitos”, organizado pelo Ministério de Ciência e Tecnologia, membros da Campanha “Por Um Brasil Livre de Transgênicos” protestam contra o fato de nenhuma ONG ter sido convidada para o debate.
Dezembro de 2001 – Ativistas do Greenpeace colocam um prato no lago do Congresso Nacional lembrando aos deputados da Comissão Especial da Câmara sobre OGMs que 74% da população preferem um alimento convencional a um transgênico.
Janeiro de 2002 – A Campanha “Por um Brasil Livre de Transgênicos” organiza, no II Fórum Social Mundial de Porto Alegre, o seminário: “Ação contra transgênicos: construindo alianças – mobilizando a sociedade”. Durante o primeiro dia do seminário, a sala foi tomada por ativistas vestidos de borboletas Monarcas, um exemplo da perda de biodiversidade causada pelo plantio de transgênicos. No segundo dia, a manifestação foi um varal com mais de 150 fotos tiradas durante o Fórum, mostrando mensagens da população para o Presidente FHC contra a liberação dos transgênicos no Brasil. Junto ao varal, ativistas do Greenpeace se fantasiaram de monstros transgênicos.
Março de 2002 – No Dia Mundial do Consumidor, Greenpeace lança o resultado de uma nova bateria de testes. São encontrados cinco produtos contaminados com transgênicos, incluindo uma salsicha do Carrefour. Após o anúncio, a rede francesa de supermercados se compromete a fazer controles rigorosos para evitar a contaminação por transgênicos.
Maio de 2002 – Greenpeace lança o 1º Guia do Consumidor, em conferência de imprensa realizada no restaurante DOM, em São Paulo. A publicação, inédita no Brasil, traz informação sobre 70 empresas de alimentos e sua postura com relação à utilização de transgênicos.
Junho de 2002 – Greenpeace lança relatório de mercado mostrando que exportações brasileiras de soja e milho se beneficiarão caso país se mantenha livre de transgênicos. Empresário europeus do setor de alimentação humana e animal fazem viagem de negócios pelo sul do país, a fim de conhecer as possibilidades de mercado da soja não transgênica e as garantias que os governos estaduais, agricultores e produtores podem oferecer neste sentido.
Agosto de 2002 – Greenpeace faz atividade em fábrica da Perdigão em São Paulo e denuncia empresa por utilizar ingredientes transgênicos.
Setembro de 2002 – Após denúncia do Greenpeace, Perdigão se compromete a não usar mais nenhum ingrediente de origem transgênica em seus produtos. O compromisso da Perdigão inclui também a ração dos animais criados pela empresa.
Novembro de 2002 – Após trabalho feito pelo Greenpeace, Carrefour e Makro passam a garantir produtos livres de transgênicos no Brasil.