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Janeiro de 2003 – Durante o Fórum Social Mundial, em Porto Alegre (RS), Greenpeace e outras ONGs protestaram contra a Monsanto, entregando à empresa milhares de mensagens estampadas em pratos de papel. Ativistas do Greenpeace também penduraram um enorme banner "Monsanto fora do nosso prato" na fachada da sede da empresa em Porto Alegre.
Março de 2003 – Seguindo trabalho do Greenpeace com o Guia do Consumidor, as empresas Seara e Marba se comprometeram a não mais usar ingredientes transgênicos na fabricação de seus produtos.
Março de 2003 – Na véspera do Dia Mundial do Consumidor, o Greenpeace divulgou o resultado de um teste que detectou 8% de soja transgênica Roundup Ready da Monsanto em uma salsicha da marca Extra, fabricada pela DaGranja.
Março de 2003 – Recém-empossado, Presidente Lula assina Medida Provisória legalizando a safra ilegal de soja transgênica do Rio Grande do Sul. Com a decisão, Lula descumpriu uma de suas promessas de campanha.
Abril de 2003 – No Dia da Mentira, ativistas do Greenpeace protestaram em frente à sede da Nestlé, em São Paulo, contra o resultado de um novo teste que encontrou soja transgênica em produtos da marca Purina.
Maio de 2003 – Ativistas do Greenpeace protestaram em Brasília conta a Medida Provisória que autorizou a safra ilegal de soja transgênica e pediram ao Congresso Nacional que não confirme a decisão do Presidente Lula.
Maio de 2003 – Greenpeace lança 2º Guia do Consumidor, com 28 novas empresas.
Junho de 2003 – Batavo passa a garantir produtos livres de transgênicos.
Junho de 2003 – Junto a outras entidades da sociedade civil, Greenpeace encaminha ao governo Lula propostas para Projeto de Lei sobre transgênicos. Organizações pedem que a discussão conte com a participação de todos os setores da sociedade.
Agosto de 2003 – Três meses depois de seu lançamento, o número de downloads do Guia do Consumidor no site do Greenpeace ultrapassa os 110.000.
Setembro de 2003 – Justiça mantém proibição da soja transgênica da Monsanto
Setembro de 2003 – Em Porto Alegre (RS), Greenpeace denuncia empresa Bunge por usar soja transgênica em uma ração para aves sem informar isso no rótulo do produto.
Setembro de 2003 – Ativistas do Greenpeace fazem manifestação na rampa do Palácio do Planalto para protestar contra intenção do governo de assinar nova Medida Provisória, dessa vez autorizando o plantio e a comercialização da soja transgênica.
Outubro de 2003 – Após inúmeras denúncias feitas pelo Greenpeace, a multinacional Nestlé finalmente se compromete a não utilizar ingredientes transgênicos na fabricação de seus produtos.
Outubro de 2003 – Estado do Paraná aprova lei que proíbe o plantio, a comercialização e a industrialização de soja transgênica em todo o seu território. A lei também proíbe a utilização dos portos paranaenses na importação ou exportação de produtos com OGMs.
Outubro de 2003 – No Dia Mundial da Alimentação, Greenpeace lança nova campanha para envolver consumidores na luta por um Brasil livre de transgênicos. Ativistas foram a um supermercado em Brasília e rotularam diversos produtos da lista vermelha do Guia do Consumidor. Os ativistas também devolveram produtos que podem ter sido fabricados com matéria-prima geneticamente modificada, justificando que não querem consumir transgênicos.
Dezembro de 2003 – Brasil adota Protocolo de Cartagena sobre Biossegurança.
Dezembro de 2003 – Durante protesto em supermercado de São Paulo, Greenpeace faz balanço de campanha lançada em outubro para envolver consumidores. Foram mais de 290.000 downloads do Guia do Consumidor desde outubro, 135.000 cópias impressas distribuídas em seis capitais brasileiras, e três novas empresas na lista verde: Pan, Nutrimental e Mabel. Uma semana depois, Wickbold e Panco também se comprometem a não usar ingredientes transgênicos na fabricação de seus produtos.