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2004

Janeiro de 2004 – Ativistas do Greenpeace fazem manifestação em frente ao Palácio do Planalto para alertar governo sobre vontade dos brasileiros. De acordo com nova pesquisa do Ibope, 70% dos brasileiros são contra a liberação comercial de OGMs no país. Dois dias depois, o Greenpeace e outras 800 entidades da sociedade civil entregaram um manifesto à Câmara dos Deputados pedindo que oo Projeto de Lei de Biossegurança mantenha a exigência dos estudos de impacto ambiental antes da liberação de qualquer variedade transgênica no meio ambiente.

Março de 2004 – Entra em vigor decreto que regulamenta rótulos para produtos feitos com mais de 1% de transgênicos.

Abril de 2004 – Greenpeace lança edição atualizada do Guia do Consumidor, com 28 novas empresas. Na nova edição, 56% das empresas ainda não garantiam produtos livres de transgênicos. O lançamento foi feito à bordo do navio Arctic Sunrise, atracado em Porto Alegre (RS).

Abril de 2004 – Greenpeace lança a expedição “Brasil melhor sem transgênicos”, que acontece a bordo do navio Arctic Sunrise, e inspeciona navio suspeito de carregar transgênico no porto de Rio Grande (RS). Como o comandante do navio não possuía documentação sobre a origem da carga, os ativistas pintaram no navio a palavra "transgênico". Na semana seguinte, os ativistas fizeram outra manifestação – dessa vez contra a contaminação da soja paranaense no Porto de Paranaguá (PR).

Maio de 2004 – Ativistas do Greenpeace bloqueiam navio para impedir que soja convencional do Paraná seja contaminada com soja transgênica vinda da Argentina. Depois de 12 horas, os ativistas tiveram que interromper o bloqueio por conta de uma tempestade. O navio com soja transgênica foge na escuridão. Cinco dias depois, os ativistas realizam novo bloqueio, fazendo com o navio desistisse de fazer o carregamento no Porto de Paranaguá. Na semana seguinte, o navio volta ao porto com escolta da Polícia Federal e realiza o carregamento que contaminou 10 mil toneladas de soja paranaense livre de transgênicos.

Maio de 2004 – Durante protesto feito pelo Greenpeace, empresa Bunge admite uso de transgênicos na fabricação dos óleos Soya e Primor. Os ativistas denunciaram a ausência do rótulo apropriado e exigido por lei.

Julho de 2004 – Em Curitiba (PR), Greenpeace lança dossiê que mostra que maior contaminação transgênica se dá no maquinário agrícola.

Agosto de 2004 – Às vésperas da votação do Projeto de Lei de Biossegurança no  Senado, Greenpeace realiza protesto em Brasília lembrando aos parlamentares que a ampla maioria (73%) dos brasileiros rejeita os transgênicos.

Setembro de 2004 – Em visita ao Paraná, representantes do governo da Bretanha, na França, e de produtores rurais da Europa aprovaram o controle feito pelo Estado para evitar exportação de soja transgênica e informaram que vão recomendar para toda a Europa a compra do produto paranaense.

Setembro de 2004 – Ativistas do Greenpeace protestam em Brasília (DF), contra a intenção do governo Lula de editar nova Medida Provisória para liberar transgênicos no Brasil.

Outubro de 2004 – Em Porto Alegre (RS), Greenpeace lança campanha “Essa não dá para engolir”, a fim de mobilizar consumidores brasileiros e promover o Guia do Consumidor junto aos donos e clientes destes estabelecimentos.

Outubro de 2004 – Presidente Lula assina 3ª Medida Provisória autorizando a soja transgênica ilegal plantada no sul do país. Greenpeace protesta.

Dezembro de 2004 – Após dois meses na rua, a campanha “Essa não dá pra engolir” anuncia seu balanço: foram 11 capitais visitadas, mais de 100.000 Guias do Consumidor distribuídos e 80 restaurantes visitados. Cinco empresas anunciaram seu compromisso de não usar ingredientes transgênicos na fabricação de seus produtos.