A campanha Oceanos em Perigo foi simbolicamente lançada em Lisboa, a bordo de um antigo arrastão a vapor - o Príncipe Perfeito - que foi entretanto foi reformado e funciona agora um simpático barco turístico. É urgente reformar as práticas de pesca destrutivas em alto mar!
No dia 16 de Outubro, onze organizações não-governamentais de ambiente enviaram um apelo conjunto ao Governo português para que apoie o fim da pesca destrutiva em alto mar na reunião da Assembleia Geral das Nações Unidas, em Novembro próximo.
Activista da Greenpeace à porta de um supermercado Pingo Doce em Setúbal. Durante quinze dias, os activistas sensibilizaram mais de 3.500 consumidores para passar um “cartão vermelho” à pesca de arrasto e assinar uma petição aos retalhistas a pedir para pararem de vender peixes vulneráveis de profundidade.
Lanka Horstink, a coordenadora da campanha dos oceanos em Portugal, explica o responsável da loja Continente de Faro as razões porque a Greenpeace está a pedir aos supermercados para pararem de comercializar espécies de peixe de profundidade capturadas em alto mar. É fundamental que os retalhistas assumam um papel activo na defesa dos oceanos.
Activista da Greenpeace está junto à área onde são guardados os carrinhos de supermercado do Continente de Faro. A Greenpeace esteve no local a informar os consumidores sobre a destruição do fundo dos oceanos, causada pela pesca industrial em alto mar.
O peixe vermelho e triste da Greenpeace é o símbolo de todas as espécies de peixe ameaçadas ou capturadas com métodos de pesca destrutivos. Algumas das espécies de peixes de profundidade que encontramos à venda em Portugal são o tamboril, o peixe-espada preto, a pescada branca, peixes vermelhos e algumas raias e tubarões.
Este boneco simpático capta o interesse e a simpatia de crianças e adultos. Para garantirmos que todos temos peixe no futuro é necessário adoptar medidas urgentes para proteger a vida marinha do planeta.
Exposição informativa da Greenpeace sobre a destruição que está a acontecer no fundo dos oceanos em alto mar foi montada na Praça do Rossio, em Aveiro. Todos os dias, navios de pesca industrial lançam as redes a grande profundidade - mais de 2.000 metros - e destroem ecossistemas inteiros.
A “Loja do peixe” ambulante viajou com a equipa por todo o país para mostrar aos consumidores algumas das espécies de profundidade à venda nos supermercados portugueses. A Greenpeace lança o alerta que o valor destes peixes de crescimento lento e de reprodução tardia é incalculável.
A Roadtour Oceanos em Perigo terminou no Porto com visita a dez supermercados da cidade e mais de 400 consumidores sensibilizados. Juntos podemos fazer a diferença e salvar um dos últimos refúgios de vida marinha do planeta. Os oceanos precisam de uma voz!